Um atrelado com precursores químicos apreendido pela Polícia Judiciária desapareceu das suas instalações e foi encontrado, anos depois, a 350 quilómetros de distância, numa empresa com contratos milionários com a própria PJ e ligações ao ministro da Administração Interna. O caso convoca questões antigas sobre a custódia de bens apreendidos, a integridade das instituições e os laços entre o poder público e o interesse privado. A investigação em curso procura responder não apenas ao paradeiro de um veículo, mas à geometria das relações que tornaram possível o seu desaparecimento.