No Irã, a fronteira entre crime e moralidade raramente é nítida. Pejman Jamshidi — ex-futebolista da seleção iraniana e ator — foi absolvido de estupro pela Suprema Corte, mas condenado a 99 chibatadas por manter uma relação extraconjugal ilícita, pena máxima prevista no Artigo 637 do código penal. O caso, que emergiu de uma acusação pública feita pela atriz Melika Parsadoust, ilumina as contradições de um sistema jurídico onde a absolvição do crime mais grave não impede a punição severa pelo que a lei classifica como transgressão moral.
Ator e ex-jogador iraniano condenado a 99 chibatadas por relação extraconjugal
Pejman Jamshidi condenado a 99 chibatadas; Melika Parsadoust relata danos físicos e emocionais alegados, embora não tenha sido condenada.