Ataque dos EUA à Venezuela deixa 58 mortos confirmados, incluindo civis

Pelo menos 58 pessoas mortas confirmadas, incluindo militares cubanos e venezuelanos, duas civis identificadas, e potencialmente 115 adicionais em operações navais no Caribe desde setembro de 2025.
Um míssil provavelmente destinado às torres de telecomunicações atingiu sua casa
Yohana Rodríguez Sierra, colombiana de 45 anos, morreu quando sua residência em Miranda foi bombardeada.

Cinco dias após uma operação militar estadunidense batizada de Resolução Absoluta, a Venezuela contabiliza ao menos 58 mortos — entre eles soldados cubanos e venezuelanos, e duas civis cujas histórias revelam o peso humano das decisões tomadas em salas de guerra distantes. Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados a Nova York, enquanto o silêncio oficial sobre feridos e danos materiais deixa a dimensão real da tragédia ainda por ser medida. Somadas às 115 mortes registradas em ataques a embarcações no Caribe desde setembro de 2025, a ofensiva americana na região já ceifou ao menos 173 vidas — muitas delas de pessoas que, segundo seus familiares, apenas pescavam ou dormiam em casa.

  • Uma operação militar dos EUA bombardeou Caracas e estados vizinhos no dia 3 de janeiro, capturando Maduro à força e deixando um rastro de mortes que as autoridades venezuelanas ainda se recusam a contabilizar por completo.
  • Entre os 58 mortos confirmados estão uma idosa de 80 anos cuja casa foi destruída perto de uma base naval e uma mãe colombiana de 45 anos atingida por um míssil provavelmente destinado a torres de telecomunicações próximas.
  • Cuba e Venezuela classificaram a ação como terrorismo de Estado, enquanto o presidente colombiano Gustavo Petro acusou Trump de ter ordenado o assassinato de uma mãe inocente — elevando a tensão diplomática na região.
  • Trump celebrou a operação como 'taticamente brilhante' e reconheceu mortes do 'outro lado', mas não apresentou provas nem detalhes sobre os critérios que definiram os alvos atacados.
  • O saldo pode ser ainda mais grave: 115 pessoas morreram desde setembro de 2025 em ataques a embarcações no Caribe, muitas delas descritas por familiares como pescadores sem qualquer ligação com o narcotráfico.

Cinco dias após os bombardeios que sacudiram Caracas e os estados de Aragua, La Guaira e Miranda, as autoridades venezuelanas ainda não divulgaram o total de feridos nem a extensão dos danos materiais. O que se sabe é que a Operação Resolução Absoluta deixou ao menos 58 mortos: 32 militares cubanos da segurança presidencial, 24 soldados venezuelanos e duas civis identificadas. Maduro e a primeira-dama Cília Flores foram capturados e transferidos para um centro de detenção temporária em Nova York.

Uma das vítimas civis foi Rosa Elena González, 80 anos, que morava próxima à Academia Militar da Armada Bolivariana em La Guaira. Sua casa foi atingida durante o ataque aéreo; ela foi hospitalizada, mas não sobreviveu. A outra foi Yohana Rodríguez Sierra, colombiana de 45 anos que vivia há mais de uma década em El Hatillo, no estado de Miranda, com sua filha Ana Corina Morales. Um míssil atingiu sua residência — provavelmente mirando torres de telecomunicações próximas. O presidente colombiano Gustavo Petro confirmou sua morte e acusou Trump de ter ordenado o assassinato de uma mãe inocente.

Na terça-feira, a Força Armada Bolivariana prestou homenagem aos soldados venezuelanos mortos, enquanto Cuba divulgou fotos dos 32 militares falecidos e classificou a ação como um covarde ato de terrorismo de Estado. Trump, em evento com deputados, reconheceu mortes do 'outro lado' e descreveu a operação como taticamente brilhante, sem fornecer detalhes.

O custo humano da ofensiva americana na região vai além de Caracas. Desde setembro de 2025, ao menos 115 pessoas morreram em ataques a 35 embarcações no Mar do Caribe — elevando o total para 173 mortos em menos de cinco meses. Washington alega, sem apresentar provas, que as embarcações estavam ligadas ao narcotráfico. Entre as vítimas está Alejandro Carranza, colombiano de 42 anos cujo barco foi bombardeado em setembro. Sua família afirma que ele havia saído de La Guajira apenas para pescar.

Cinco dias depois que militares estadunidenses invadiram a Venezuela no sábado 3 de janeiro, as autoridades do país ainda não divulgaram números completos sobre feridos ou danos materiais. O que se sabe, até terça-feira à noite, é que pelo menos 58 pessoas morreram naquela ação — batizada de Operação Resolução Absoluta — que visava remover Nicolás Maduro do poder. Entre os mortos estão 32 militares cubanos que faziam parte da segurança presidencial, 24 soldados do Exército venezuelano e duas civis já identificadas. Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cília Flores, foram capturados à força e levados para um centro de detenção temporária em Nova York.

Os bombardeios atingiram pontos estratégicos em Caracas e nos estados de Aragua, La Guaira e Miranda. Uma das vítimas civis foi Rosa Elena González, uma mulher de 80 anos que morava perto da Academia Militar da Armada Bolivariana em La Guaira. Sua casa foi atingida durante o ataque aéreo, causando ferimentos graves. Ela foi levada ao hospital, mas não sobreviveu. Seu enterro aconteceu na segunda-feira, na presença de amigos, parentes e jornalistas.

A segunda vítima civil identificada é Yohana Rodríguez Sierra, uma colombiana de 45 anos que vivia na Venezuela há mais de uma década. Ela morava com sua filha Ana Corina Morales em uma área residencial de El Hatillo, no estado de Miranda. Um míssil estadunidense atingiu sua casa — provavelmente destinado a torres e antenas de telecomunicações próximas — e ela não resistiu aos ferimentos. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, confirmou sua morte na segunda-feira e criticou duramente a ação, escrevendo nas redes sociais que os EUA haviam assassinado uma mãe colombiana inocente sob ordens do presidente Donald Trump.

Na terça-feira, a Força Armada Nacional Bolivariana homenageou os 24 soldados venezuelanos mortos, enquanto o Ministério das Relações Exteriores de Cuba divulgou mensagem com fotos dos 32 militares cubanos falecidos, classificando a ação estadunidense como um covarde ato de terrorismo de Estado. Durante um evento com deputados de seu partido, Trump comentou que muitas pessoas do outro lado, incluindo cubanos, morreram na incursão, mas que não houve baixas entre os militares americanos. Ele descreveu o ataque como taticamente brilhante, sem fornecer mais detalhes.

O custo humano da ofensiva que o governo Trump vem conduzindo na região — justificada como combate ao tráfico internacional de drogas — vai além das mortes em Caracas e arredores. Desde setembro de 2025, de acordo com o jornal The New York Times, pelo menos 115 pessoas foram mortas em bombardeios a 35 pequenas embarcações no Mar do Caribe. Washington alega, sem apresentar provas, que essas embarcações estavam envolvidas com o narcotráfico. Se confirmado, esse número elevaria o total de mortos na ação militar estadunidense na região para 173 em menos de cinco meses.

Vídeos divulgados pelo próprio Departamento de Defesa dos EUA mostram que, na maioria dos casos, os tripulantes das embarcações não tiveram oportunidade de se render ou se defender. Uma das vítimas foi Alejandro Carranza, um colombiano de 42 anos cujo barco foi bombardeado em setembro de 2025. Autoridades estadunidenses alegam que a embarcação transportava drogas para os EUA. A família de Carranza nega qualquer ligação dele com o narcotráfico, afirmando que ele havia saído do departamento de La Guajira, na fronteira com a Venezuela, apenas para pescar.

Sob tuas ordens internacionalmente ilegais, assassinaram uma inocente mãe colombiana, caribenha, cheia de sonhos
— Gustavo Petro, presidente da Colômbia, criticando Donald Trump
Foi um ataque brilhante taticamente
— Donald Trump, durante evento com deputados
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que a operação levou esse nome específico — Resolução Absoluta?

Model

Não está claro no registro público. Parece ser uma designação interna do Departamento de Defesa. O que importa é que foi executada sem aprovação do Congresso americano e sem aval do Conselho de Segurança da ONU.

Inventor

Trump disse que foi um ataque taticamente brilhante. O que isso significa quando 58 pessoas morreram?

Model

Significa que ele estava falando de eficiência militar — conseguir o objetivo sem perdas próprias. Para ele, a métrica de sucesso não inclui as mortes do outro lado.

Inventor

E essas embarcações no Caribe? Como se bombardeia um barco sem saber o que está nele?

Model

Exatamente a questão. Os vídeos do próprio Departamento de Defesa mostram ataques rápidos, sem tempo para inspeção ou rendição. Washington diz que eram narcotraficantes. As famílias dizem que eram pescadores.

Inventor

Yohana Rodríguez vivia lá há mais de dez anos. Ela era venezuelana de facto.

Model

Era. Tinha um pequeno comércio, uma vida. O míssil provavelmente não era para ela — era para as torres de telecomunicações. Mas ela estava lá.

Inventor

Petro chamou de assassinato. Trump chamou de brilhante. Como essas duas realidades coexistem?

Model

Porque estão falando de coisas diferentes. Petro fala da morte de uma pessoa. Trump fala da execução de uma estratégia. Uma perspectiva é humana. A outra é técnica.

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