Asteroide de 1,6 km passa próximo à Terra neste sábado sem risco de colisão

Rochas intocadas desde a formação do Sistema Solar
Os asteroides preservam materiais primitivos que moldaram os planetas, diferentemente das rochas terrestres transformadas pela erosão.

Uma vez a cada poucos anos, um fragmento primitivo do Sistema Solar se aproxima o suficiente da Terra para lembrar aos humanos que habitam um sistema vivo e dinâmico. Neste sábado, o asteroide (152637) 1997 NC1 — descoberto há quase três décadas e com até 1.650 metros de diâmetro — passará a 2,5 milhões de quilômetros do nosso planeta, uma distância que, na escala cósmica, equivale a um aceno cordial entre vizinhos. A Agência Espacial Europeia confirma que não há risco algum de colisão, e o evento convida não ao medo, mas à contemplação de nossa posição dentro de um universo em constante movimento.

  • Um asteroide do tamanho de uma montanha se aproxima da Terra neste sábado, grande o suficiente para despertar atenção, mas distante o suficiente para não representar nenhuma ameaça.
  • A Agência Espacial Europeia descartou qualquer risco de impacto, mas a Lua brilhante pode dificultar a observação para quem quiser acompanhar o espetáculo.
  • O momento de máxima aproximação ocorre às 8h14 no horário de Brasília, exigindo telescópio ou binóculos potentes e um céu longe da poluição luminosa das cidades.
  • Observadores do Hemisfério Norte têm as melhores condições durante a passagem mais próxima; os do Hemisfério Sul terão sua chance quando o objeto começar a se afastar.
  • A Nasa e outras agências monitoram continuamente milhares de objetos como este, transformando cada aproximação em dado científico e em exercício de vigilância planetária.

No sábado, o asteroide (152637) 1997 NC1 passará a aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros da Terra — perto o suficiente para ser visto com um telescópio pequeno, longe o suficiente para que nenhuma agência espacial perca o sono. Descoberto há quase três décadas, o objeto tem entre 750 e 1.650 metros de diâmetro, e a Agência Espacial Europeia confirmou categoricamente que não existe risco de colisão. Juan Luis Cano, do Escritório de Defesa Planetária da agência, lembrou que aproximações de asteroides deste porte ocorrem apenas a cada poucos anos — e que a Lua brilhante pode atrapalhar um pouco os observadores mais ansiosos.

O pico da aproximação acontece às 8h14 no horário de Brasília. Para vê-lo, será preciso um telescópio ou binóculos potentes e um local com céu escuro, distante das luzes urbanas. Quem vive no Hemisfério Norte terá as melhores condições durante a passagem mais próxima; os observadores do Hemisfério Sul terão sua janela quando o asteroide começar a se afastar.

Mais do que um evento de calendário, a passagem do 1997 NC1 é um lembrete do que esses objetos representam: fragmentos praticamente intocados desde a formação do Sistema Solar, preservados enquanto a Terra era esculpida por bilhões de anos de erosão e geologia. A Nasa mantém um centro dedicado a monitorar continuamente objetos como este — um trabalho meticuloso que transforma cada aproximação em ciência e em vigilância. Para quem quiser acompanhar ao vivo, o Virtual Telescope Project transmitirá as imagens: uma oportunidade rara de ver um pedaço do cosmos passar por perto, sem perigo, mas com toda a majestade que merece.

No sábado, um visitante rochoso do espaço passará pela vizinhança da Terra — tão perto em termos cósmicos que será visível através de um telescópio, mas tão longe que ninguém precisa se preocupar. O asteroide (152637) 1997 NC1, descoberto há quase três décadas, chegará a aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros de nosso planeta. Para colocar isso em perspectiva: é uma distância considerável, mas no universo, é quase uma batida na porta.

O objeto tem entre 750 e 1.650 metros de diâmetro — grande o suficiente para fazer alguém pausar e pensar, pequeno o suficiente para que agências espaciais durmam tranquilas. A Agência Espacial Europeia confirmou que não há absolutamente nenhum risco de colisão. Juan Luis Cano, do Escritório de Defesa Planetária da agência, explicou que aproximações de asteroides deste tamanho ocorrem apenas a cada poucos anos, e que desta vez a Lua brilhante e próxima pode atrapalhar um pouco quem quiser observar o espetáculo.

O momento de máxima aproximação acontecerá às 8h14 no horário de Brasília, ou 11h15 na Europa. Nesse instante, o asteroide estará em seu ponto mais próximo — ainda assim, uma distância segura que o mantém completamente fora de trajetória de colisão. Não será possível vê-lo a olho nu. Será necessário um telescópio pequeno ou binóculos potentes, além de estar em um lugar com céu escuro, longe das luzes das cidades. Quem mora no Hemisfério Norte terá as melhores condições de observação durante a aproximação mais próxima. Para os observadores do Hemisfério Sul, as chances melhores virão quando o asteroide começar a se afastar.

Esses objetos rochosos e metálicos são fragmentos primitivos do Sistema Solar. Enquanto as rochas da Terra foram moldadas por bilhões de anos de erosão e processos geológicos, os asteroides permaneceram praticamente intocados desde sua formação. A maioria deles orbita na região entre Marte e Júpiter, embora alguns, como este, cruzem a órbita terrestre. A definição técnica é simples: qualquer rocha flutuante maior que um metro de diâmetro é um asteroide. Menores que isso, são meteoroides. Se forem grandes o suficiente para se tornarem esféricos pela própria gravidade, ganham o status de planetas-anões.

Por isso as agências espaciais acompanham constantemente os chamados objetos próximos à Terra — NEOs, na sigla em inglês. A Nasa mantém um centro dedicado exclusivamente a monitorar asteroides entre 3 metros e 40 quilômetros de diâmetro que se aproximam de nossas órbitas. É um trabalho contínuo e meticuloso, porque embora eventos como este sejam seguros, o universo é vasto e imprevisível. Quem quiser acompanhar a passagem do 1997 NC1 pode seguir as imagens ao vivo oferecidas pelo Virtual Telescope Project. É uma oportunidade rara de ver um pedaço do cosmos passar por perto — sem perigo, mas com toda a majestade que merece.

A aproximação de um objeto deste tamanho à Terra acontece apenas a cada poucos anos, embora desta vez a Lua brilhante e próxima possa dificultar sua observação
— Juan Luis Cano, Escritório de Defesa Planetária da Agência Espacial Europeia
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que as agências espaciais fazem tanto alarde sobre um asteroide se ele não oferece risco algum?

Model

Porque o tamanho importa. Um objeto de 1,6 quilômetro é raro o suficiente para merecer atenção, e monitorar essas passagens nos ajuda a entender melhor o que está lá fora. É vigilância, não pânico.

Inventor

Então a Lua brilhante vai atrapalhar a observação? Isso parece irônico.

Model

É. A Lua é tão brilhante que ofusca objetos fracos no céu. Neste caso, o asteroide já é difícil de ver mesmo com telescópio — a Lua próxima torna ainda mais desafiador. Mas quem estiver no Hemisfério Norte e tiver paciência vai conseguir.

Inventor

Como sabemos que ele não vai bater na Terra? Essas previsões são confiáveis?

Model

Sim. As órbitas são calculadas com precisão extraordinária. Estamos falando de uma distância de 2,5 milhões de quilômetros — é como dizer que um carro vai passar a 100 metros de você na estrada. Não há margem de erro significativa aqui.

Inventor

E se houvesse um asteroide perigoso? Teríamos aviso?

Model

Sim. Agências como a Nasa monitoram constantemente todos os NEOs — objetos próximos à Terra. Se algo realmente perigoso fosse descoberto, haveria tempo para agir. Esses sistemas existem justamente para isso.

Inventor

Qual é a diferença entre um asteroide e um meteorito?

Model

Um asteroide é a rocha no espaço. Quando entra na atmosfera, vira meteoro — aquela luz que você vê cruzar o céu. Se sobreviver e cair na Terra, aí é meteorito. É tudo a mesma coisa em estágios diferentes.

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