A mais de século e meio de distância no tempo, o asteroide Bennu orbita o imaginário humano tanto quanto orbita a Terra — evocando ao mesmo tempo o temor ancestral do céu e a curiosidade profunda sobre nossas origens. A NASA monitora sua trajetória com precisão crescente, e os dados atuais afastam qualquer alarme imediato sobre um possível impacto em 2182. Mais revelador do que a ameaça remota, porém, é o que as rochas de Bennu carregam: moléculas essenciais à vida, preservadas por 4,5 bilhões de anos, sugerindo que os ingredientes do que somos podem ter chegado do espaço.