Anvisa aprova Stelara® para crianças a partir de 6 anos com colite ulcerativa

Crianças com colite ulcerativa enfrentam impacto significativo no crescimento, desenvolvimento e qualidade de vida, com risco de complicações graves incluindo necessidade de colectomia.
A diferença entre controlar a doença e enfrentar uma cirurgia mutiladora
O Stelara® abre uma alternativa terapêutica para crianças que não respondem aos tratamentos convencionais.

Em junho de 2026, a Anvisa formalizou a expansão do uso do Stelara® para crianças a partir de 6 anos com colite ulcerativa ativa moderada a grave — uma doença que, quando surge cedo na vida, compromete o crescimento, o desenvolvimento e a integridade do intestino. A decisão reconhece uma lacuna terapêutica que deixava famílias e médicos sem alternativas quando os tratamentos convencionais falhavam. É um passo que não resolve tudo, mas que pode poupar uma criança de uma cirurgia irreversível antes mesmo da adolescência.

  • Crianças com colite ulcerativa enfrentam uma versão mais cruel da doença: intestino mais comprometido, internações frequentes e risco real de remoção cirúrgica do cólon ainda na infância.
  • Até agora, os médicos brasileiros dispunham quase exclusivamente dos inibidores de TNF — e quando esses falhavam, não havia para onde ir.
  • O Stelara® age por um caminho diferente, bloqueando as interleucinas 12 e 23, o que abre uma rota terapêutica para quem não respondeu ou não tolerou os tratamentos anteriores.
  • A Anvisa publicou a aprovação pela Resolução 2.349/2026, reconhecendo oficialmente a necessidade médica não atendida nessa população pediátrica.
  • O acesso real ao medicamento — pelo custo elevado e pela ausência de cobertura garantida no sistema público — ainda é um capítulo por escrever.

A Anvisa abriu, em junho de 2026, uma nova possibilidade para crianças a partir de 6 anos que convivem com colite ulcerativa ativa moderada a grave: o uso do Stelara®, imunossupressor à base de ustequinumabe. É a primeira expansão relevante do arsenal terapêutico disponível no Brasil para essa faixa etária.

A colite ulcerativa é uma inflamação crônica do intestino que se mostra especialmente agressiva quando surge na infância. Nesses casos, a doença costuma atingir uma extensão maior do órgão, provocar internações repetidas e exigir corticosteroides em doses elevadas. Nos quadros mais graves, a saída pode ser a colectomia — a remoção cirúrgica do cólon — com consequências permanentes para o desenvolvimento físico e puberal da criança.

Até essa aprovação, os médicos brasileiros contavam basicamente com os inibidores de TNF. Quando esses medicamentos não funcionavam ou causavam efeitos colaterais intoleráveis, a lacuna era real: não havia alternativa aprovada. O Stelara® preenche parte desse vazio ao agir por um mecanismo distinto, bloqueando as interleucinas 12 e 23, citocinas centrais na resposta inflamatória intestinal.

A decisão, formalizada pela Resolução 2.349/2026 no Diário Oficial da União, não elimina todos os obstáculos. Custo, acesso e cobertura pelo sistema público de saúde continuam sendo questões em aberto. Mas para uma criança que esgotou as opções anteriores, a aprovação pode significar controlar a inflamação — e evitar uma cirurgia mutiladora antes de completar dez anos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária abriu caminho para que crianças a partir de 6 anos com colite ulcerativa possam receber o medicamento Stelara®, um imunossupressor conhecido como ustequinumabe. A decisão, formalizada em junho de 2026, representa a primeira expansão significativa do arsenal terapêutico disponível no Brasil para essa população pediátrica.

A colite ulcerativa é uma inflamação crônica do intestino que se comporta de forma particularmente agressiva em crianças. Quando a doença se manifesta cedo na vida, ela tende a acometer uma extensão maior do órgão, forçar internações hospitalares mais frequentes e exigir doses altas de corticosteroides para controle. Em casos refratários, a remoção cirúrgica do cólon — uma colectomia — torna-se necessária. Além das consequências físicas imediatas, a doença interfere no crescimento normal, no desenvolvimento puberal e na qualidade de vida geral da criança.

Até essa aprovação, os médicos brasileiros tinham opções terapêuticas muito limitadas para crianças nessa faixa etária. Os tratamentos disponíveis restringiam-se principalmente aos chamados inibidores de TNF, uma classe de medicamentos que bloqueia o fator de necrose tumoral. Essa restrição deixava uma lacuna terapêutica clara: havia crianças que não respondiam adequadamente aos inibidores de TNF ou que desenvolviam efeitos colaterais inaceitáveis, ficando sem alternativas eficazes.

O Stelara® funciona por um mecanismo diferente. Em vez de bloquear apenas o TNF, ele atua sobre as interleucinas 12 e 23, citocinas envolvidas na resposta inflamatória intestinal. Essa abordagem distinta oferece uma saída para pacientes que não se beneficiaram das terapias anteriores. A aprovação da Anvisa reconhece que essa necessidade médica não atendida justifica a expansão do uso do medicamento para crianças com colite ulcerativa ativa de moderada a grave.

A decisão foi publicada como Resolução 2.349/2026 no Diário Oficial da União. Ela não resolve todos os desafios do tratamento pediátrico da colite ulcerativa — questões de acesso, custo e disponibilidade no sistema público de saúde permanecem em aberto — mas amplia significativamente o leque de possibilidades para médicos e famílias que enfrentam essa doença. Para uma criança que não responde aos inibidores de TNF, essa aprovação pode significar a diferença entre controlar a inflamação e enfrentar uma cirurgia mutiladora antes da adolescência.

A condição tem impacto relevante no crescimento, desenvolvimento e qualidade de vida dos pacientes
— Anvisa
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a colite ulcerativa em crianças é tão diferente da doença em adultos?

Model

Em crianças, a doença tende a ser mais extensa e mais agressiva desde o início. Elas precisam de mais hospitalizações, doses maiores de corticoides, e o risco de precisar remover o cólon é maior. Além disso, a inflamação interfere no crescimento e no desenvolvimento normal.

Inventor

E por que os inibidores de TNF não eram suficientes?

Model

Alguns pacientes simplesmente não respondem a eles, ou desenvolvem efeitos colaterais graves. Quando isso acontecia, não havia outra opção. Era um beco sem saída terapêutico.

Inventor

Como o Stelara® funciona diferente?

Model

Ele não bloqueia apenas o TNF. Atua sobre outras citocinas inflamatórias, as interleucinas 12 e 23. É um caminho diferente para desligar a inflamação intestinal.

Inventor

Isso significa que toda criança com colite ulcerativa vai poder usar o medicamento agora?

Model

Não. A aprovação é para crianças a partir de 6 anos com doença moderada a grave. E há questões práticas — custo, disponibilidade — que ainda precisam ser resolvidas.

Inventor

Qual é o impacto real dessa aprovação?

Model

Para uma criança que não responde aos tratamentos anteriores, é a diferença entre controlar a doença e enfrentar uma cirurgia que muda a vida dela para sempre.

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