Ao longo de décadas, pequenas escolhas cotidianas vão esculpindo silenciosamente a arquitetura do cérebro. Um estudo publicado na revista Alzheimer's & Dementia acompanhou cerca de 1.700 adultos americanos desde a meia-idade e descobriu que aqueles que assistiam televisão com frequência apresentavam, mais de vinte anos depois, diferenças mensuráveis no volume cerebral e na saúde da substância branca. A pesquisa não aponta a televisão como vilã definitiva, mas levanta uma questão mais sutil: talvez não seja apenas quanto tempo passamos sentados, mas o que fazemos com a mente enquanto o corpo de