Décadas antes de um tumor se tornar visível, o sangue humano já carrega sinais moleculares do que está por vir. Um estudo conduzido em quase 48 mil participantes do UK Biobank identificou uma assinatura de 14 proteínas plasmáticas capaz de prever o risco futuro de câncer de pulmão com desempenho superior aos modelos clínicos tradicionais — sugerindo que a medicina pode, pela primeira vez, intervir não na doença, mas no terreno que a antecede. O bloqueio da IL-1β com canaquinumabe, testado no estudo CANTOS, reduziu à metade a incidência do câncer nos portadores dessa assinatura, apontando para