Claudia Lelis propõe vacinação gratuita contra herpes zoster para maiores de 50 anos

Populações acima de 50 anos enfrentam risco aumentado de herpes zoster com complicações debilitantes que comprometem autonomia e qualidade de vida.
Garantir o acesso à vacinação é uma medida de cuidado, prevenção e respeito
Claudia Lelis justifica a importância de oferecer proteção gratuita contra herpes zoster para maiores de 50 anos.

O herpes zoster afeta principalmente idosos, causando dores intensas e complicações crônicas como neuralgia pós-herpética que pode durar meses ou anos. A proposta segue diretrizes do Plano Nacional de Imunizações e busca ampliar acesso à prevenção em população vulnerável com sistema imunológico enfraquecido.

  • Deputada Claudia Lelis apresentou projeto de lei em 17 de junho de 2026
  • Proposta oferece vacina gratuita contra herpes zoster para maiores de 50 anos
  • Neuralgia pós-herpética pode causar dores crônicas por meses ou anos
  • Vacinação seguiria diretrizes do Plano Nacional de Imunizações

Claudia Lelis apresenta projeto de lei para disponibilizar gratuitamente a vacina contra herpes zoster na rede pública estadual para maiores de 50 anos, visando prevenir complicações e reduzir custos do sistema de saúde.

Na sessão de quarta-feira, 17 de junho, a deputada estadual Claudia Lelis apresentou à Assembleia Legislativa do Tocantins um projeto de lei que buscaria oferecer, sem custo, a vacina contra herpes zoster para todos os cidadãos acima de 50 anos na rede pública estadual. A iniciativa responde a uma lacuna real na proteção de uma população vulnerável: conforme envelhecemos, o sistema imunológico naturalmente perde capacidade de defesa, deixando adultos mais velhos expostos a riscos que poderiam ser evitados.

O herpes zoster, conhecido popularmente como cobreiro, emerge da reativação do mesmo vírus que causa catapora. Enquanto a infecção inicial afeta principalmente crianças, o vírus permanece adormecido nos nervos e pode despertar décadas depois, especialmente quando as defesas do corpo enfraquecem. As consequências vão além de uma erupção cutânea incômoda. A doença pode provocar dores intensas e persistentes que comprometem a autonomia das pessoas, afetando sua capacidade de trabalhar, cuidar de si mesmas e participar da vida cotidiana.

Entre as complicações mais sérias está a neuralgia pós-herpética, uma condição em que a dor crônica e debilitante persiste por meses ou até anos após a infecção inicial ter desaparecido. Para muitos pacientes, essa dor torna-se tão severa que interfere significativamente na qualidade de vida. Claudia Lelis argumenta que garantir acesso à vacinação representa um investimento genuíno em saúde preventiva e bem-estar. "O herpes zoster pode provocar dores intensas e persistentes, comprometendo a autonomia, o bem-estar e a saúde das pessoas. Garantir o acesso à vacinação é uma medida de cuidado, prevenção e respeito à população tocantinense", afirmou.

O projeto estabelece que a vacinação seguiria as diretrizes do Plano Nacional de Imunizações, as orientações técnicas da Secretaria de Estado da Saúde e as recomendações dos órgãos de vigilância sanitária. Essa estrutura garante que a implementação estaria alinhada com protocolos já estabelecidos e reconhecidos nacionalmente. Além do benefício direto aos cidadãos, a proposta também aponta para uma economia potencial do sistema público de saúde. Tratamentos especializados, atendimentos médicos frequentes e internações relacionadas ao herpes zoster representam custos significativos. Investir em prevenção através da vacinação poderia reduzir essas despesas, liberando recursos para outras áreas da saúde pública.

Para Lelis, essa é uma questão de eficiência e humanidade. Proteger a população do sofrimento causado pela doença enquanto se fortalecem as políticas públicas de saúde preventiva no Tocantins representa um caminho que beneficia tanto os indivíduos quanto o estado como um todo. O projeto agora segue seu trâmite legislativo, onde será debatido e votado pelos demais deputados.

O herpes zoster pode provocar dores intensas e persistentes, comprometendo a autonomia, o bem-estar e a saúde das pessoas. Garantir o acesso à vacinação é uma medida de cuidado, prevenção e respeito à população tocantinense.
— Claudia Lelis, deputada estadual
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Por que a deputada escolheu especificamente os 50 anos como ponto de corte?

Model

Nessa idade, o sistema imunológico começa a declinar de forma mais acelerada. O risco de reativação do herpes zoster aumenta significativamente, e as complicações tendem a ser mais graves. É um ponto de inflexão biológico.

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A neuralgia pós-herpética parece ser a parte mais preocupante. Como ela afeta a vida das pessoas?

Model

É uma dor que não desaparece. Meses, anos depois que a erupção cicatriza, a pessoa continua sentindo queimação, formigamento, dor aguda. Muitos precisam deixar de trabalhar, não conseguem dormir. Muda tudo.

Inventor

O projeto menciona economia para o sistema de saúde. Quanto se economizaria?

Model

O documento não especifica números, mas a lógica é clara: uma vacina preventiva custa menos que múltiplos atendimentos especializados, medicações crônicas e internações. É matemática básica de saúde pública.

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Isso já existe em outros estados?

Model

O projeto segue o Plano Nacional de Imunizações, o que sugere que há diretrizes federais. Mas a implementação gratuita em nível estadual ainda é uma lacuna que Claudia Lelis está tentando preencher aqui no Tocantins.

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Qual é o próximo passo?

Model

O projeto foi apresentado. Agora passa pelo trâmite legislativo normal: discussão, votação na assembleia. Se aprovado, a Secretaria de Estado da Saúde precisaria estruturar a distribuição e aplicação das vacinas na rede pública.

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