Por séculos, o ciúme foi elevado à condição de prova máxima do amor, enraizando-se tão fundo na cultura que chegou a absolver assassinos diante da lei. Uma colunista da Folha de S.Paulo confronta essa herança ao argumentar que o ciúme pertence inteiramente a quem o sente — e que nenhum sentimento, por mais humano que seja, pode justificar violência. Rever o que chamamos de amor não é um exercício poético: é uma necessidade urgente para que feminicídios deixem de ser encobertos pelo véu do romantismo.
As definições do amor foram atualizadas: ciúme é responsabilidade de quem o sente
Feminicídios e assassinatos justificados por ciúme continuam ocorrendo porque a sociedade ainda legitima o sentimento como prova de amor.