Em Buenos Aires, onde o dinheiro perdeu a capacidade de sustentar a vida cotidiana, argentinos retornam ao escambo — uma prática que já marcou a crise de 2001 — como forma de sobreviver à inflação e à insuficiência salarial. Não são apenas desempregados que participam das feiras de troca em Villa Stolfi: são trabalhadores formais cujo salário se tornou insuficiente para cobrir despesas básicas. O retorno desse modelo comunitário é menos uma solução criativa do que um sinal de que o sistema econômico formal voltou a excluir aqueles que, em teoria, dele fazem parte.
Argentinos retomam escambo em feiras de troca diante da crise econômica
Famílias argentinas enfrentam insuficiência salarial e perda de poder de compra, forçando retorno a práticas de subsistência como escambo.