Argentina bate Holanda nos pênaltis e avança à semifinal da Copa do Mundo

Messi precisava de pouco espaço para brilhar, e brilhou
Aos 34 minutos, o craque argentino recebeu pela direita e encontrou Molina em um passe que atravessou três defensores holandeses.

No colosso de Lusail, diante de oitenta e oito mil testemunhas, Argentina e Holanda protagonizaram um dos duelos mais intensos da história recente das Copas do Mundo. A Argentina construiu uma vantagem de dois gols com a maestria de Messi, viu o gigante Weghorst restabelecer o equilíbrio nos minutos finais e, após a exaustão da prorrogação, encontrou na serenidade dos pênaltis o caminho para a semifinal. É o retrato de uma geração que carrega o peso de uma nação e avança, drama após drama, em direção ao sonho maior.

  • A Argentina dominou por mais de uma hora, com Messi orquestrando jogadas de precisão cirúrgica e a torcida já celebrando a classificação.
  • Weghorst, recém-entrado, desfez a vantagem em dois gols em menos de vinte minutos, mergulhando o Lusail em um silêncio argentino carregado de tensão.
  • A confusão protagonizada por Paredes ao chutar a bola no banco holandês acirrou os ânimos e revelou o nervosismo que tomou conta do jogo nos minutos finais.
  • A prorrogação foi um teste de resistência física e emocional, com a trave salvando a Holanda no último lance do tempo extra.
  • Emiliano Martínez foi o herói dos pênaltis, defendendo duas cobranças e garantindo a classificação argentina por 4 a 2.
  • A Argentina aguarda agora a Croácia na semifinal de terça-feira, com o lugar na final do dia 18 como recompensa para o vencedor.

O estádio Lusail, o maior palco da Copa do Mundo, viveu uma tarde de emoções extremas no dia 9 de dezembro, quando Argentina e Holanda se enfrentaram pelas quartas de final diante de 88 mil torcedores. O técnico Scaloni apostou em três zagueiros e usou os laterais como alas para espelhar o esquema holandês, liberando Messi para atuar com liberdade atrás do centroavante.

Aos 34 minutos do primeiro tempo, Messi recebeu pela direita, se livrou da marcação e encontrou Molina com um passe diagonal preciso que atravessou três defensores. O lateral finalizou rápido e abriu o placar. No segundo tempo, após uma falta dentro da área, Messi converteu o pênalti com tranquilidade e ampliou para 2 a 0. O Lusail parecia celebrar uma classificação tranquila.

Mas Wout Weghorst, atacante de quase dois metros que havia acabado de entrar, mudou o rumo da partida. Primeiro de cabeça, depois em uma falta ensaiada com rara inteligência, o holandês marcou duas vezes nos minutos finais para forçar a prorrogação. A confusão gerada por Paredes ao chutar a bola no banco adversário ilustrou o clima de tensão que havia tomado conta do jogo.

A prorrogação foi truncada e exaustiva. Enzo Fernández carimbou a trave no último lance do tempo extra, e a decisão foi para os pênaltis. Lá, Emiliano Martínez foi decisivo, defendendo as cobranças de Van Dijk e Berghuis. Messi, Paredes e Montiel converteram para a Argentina, que venceu por 4 a 2 e garantiu vaga na semifinal. O próximo adversário será a Croácia, na terça-feira, no mesmo Lusail, com uma vaga na final do dia 18 em disputa.

O estádio Lusail, o maior palco da Copa do Mundo, transformou-se em um reduto argentino na tarde de sexta-feira, 9 de dezembro. Oitenta e oito mil torcedores lotavam as arquibancadas quando a Argentina e a Holanda se enfrentaram pelas quartas de final. O que se viu foi um jogo de emoções extremas: a Argentina construiu uma vantagem de dois gols, viu a Holanda empatar nos minutos finais, resistiu à prorrogação e, por fim, venceu nos pênaltis. A classificação para a semifinal veio carregada de drama, alívio e a certeza de que Lionel Messi continuava sendo a peça central do projeto argentino.

O técnico Lionel Scaloni havia preparado uma estratégia específica para enfrentar os holandeses. Colocou três zagueiros em campo — Lisandro Martínez, Otamendi e Romero — e usou os laterais Molina e Acuña como alas, espelhando o esquema de Louis Van Gaal. O objetivo era duplo: fechar os espaços nas laterais e dar liberdade para Messi flutuar atrás do centroavante Álvarez. Nos primeiros vinte minutos, a estratégia não funcionou perfeitamente. A Holanda conseguiu reduzir os espaços e a Argentina finalizou apenas duas vezes. Mas Messi precisava de pouco para brilhar.

Aos 34 minutos do primeiro tempo, recebendo pela direita, Messi se desvencilhou da marcação e conduziu em direção ao setor central. Com precisão cerebral, encontrou Molina em um passe diagonal que atravessou três defensores holandeses. O lateral dominou e chutou rápido. Noppert, o goleiro holandês, tentou abafar o lance e falhou. Argentina 1 a 0. O gol desorganizou ainda mais a Holanda, que não conseguiu reagir até o intervalo.

No segundo tempo, Scaloni foi premiado por sua mudança tática. Aos 27 minutos, Acuña recuperou uma bola rebatida na intermediária e disparou pela ponta esquerda. Próximo à linha de fundo, cortou para o meio e foi derrubado por Dumfries dentro da área. Messi, com extrema tranquilidade, deslocou Noppert em um chute cruzado. Argentina 2 a 0. O Lusail enlouquecia. Parecia que a partida estava decidida.

Mas Wout Weghorst, atacante de 1,97 metro que havia entrado no lugar de Memphis Depay, tinha outros planos. Dois minutos depois de sua entrada, em um cruzamento de Berghuis pela direita, o centroavante se antecipou e cabeceou para diminuir: 2 a 1. A Holanda ganhou fôlego. Aos 43 minutos do segundo tempo, em uma falta ensaiada cobrada com coragem, Berghuis passou para Weghorst atrás da barreira. O atacante girou sobre Enzo Fernández, calibrou a perna esquerda e acertou o fundo do gol. 2 a 2. O drama havia chegado. Enquanto isso, Paredes, o volante argentino, havia iniciado uma confusão na beira do campo ao chutar a bola em direção ao banco holandês, recebendo apenas cartão amarelo do árbitro espanhol Antonio Mateu Lahoz.

A prorrogação foi exaustiva e truncada, marcada pelo cansaço dos jogadores. Lautaro Martínez teve a chance de liquidar a fatura, mas seu chute desviou em Van Dijk. Enzo Fernández também finalizou e quase marcou. Praticamente no último lance do tempo extra, Enzo arriscou de longe e carimbou a trave de Noppert. A decisão iria para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, Emiliano Martínez, o goleiro argentino, foi decisivo. Messi, Paredes e Montiel converteram suas cobranças. Van Dijk e Berghuis pararam no goleiro argentino. Koopmeiners, Weghorst e Luuk de Jong marcaram para a Holanda, mas Enzo Fernández e Lautaro Martínez balançaram as redes. Argentina 4, Holanda 2 nos pênaltis. Um dos melhores duelos da história da Copa do Mundo havia terminado com a Argentina avançando à semifinal.

O próximo adversário será a Croácia, que havia eliminado o Brasil nos pênaltis mais cedo. O confronto está marcado para terça-feira, a partir das 16h (horário de Brasília), no mesmo estádio Lusail. O vencedor garante seu lugar na final, agendada para o dia 18 de dezembro.

Messi, com extrema tranquilidade, deslocou Noppert em chute cruzado, aumentando o marcador para 2 a 0
— Descrição do segundo gol argentino
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que Scaloni mudou o esquema tático justamente neste jogo?

Model

Ele viu na Holanda um adversário que explorava muito as laterais. Colocar três zagueiros e usar Molina e Acuña como alas era uma forma de fechar esses espaços e, ao mesmo tempo, dar liberdade para Messi flutuar. No começo não funcionou bem, mas depois a Argentina aproveitou.

Inventor

Messi marcou um gol e deu uma assistência. Como ele conseguiu fazer a diferença mesmo com a Holanda tentando anulá-lo?

Model

Messi não precisa de muito espaço. Ele recebeu pela direita, se desvencilhou da marcação com condução e encontrou Molina em um passe que atravessou três defensores. É a inteligência dele em movimento que faz a diferença.

Inventor

Weghorst entrou no segundo tempo e mudou o jogo. Como um jogador que estava no banco consegue impactar tanto?

Model

Ele é um centroavante de 1,97 metro, muito diferente do que a Argentina estava enfrentando. Entrou com fome, marcou duas vezes e forçou a prorrogação. Às vezes é isso que um time precisa — uma mudança de dinâmica.

Inventor

A confusão com Paredes parece ter esquentado o clima. Isso afetou o desempenho argentino?

Model

Afetou o clima, mas não o resultado final. Paredes recebeu apenas amarelo. O que realmente afetou foi o cansaço na prorrogação. Ambos os times estavam exaustos.

Inventor

Emiliano Martínez foi o herói nos pênaltis. Qual é a importância de um goleiro nesse momento?

Model

Tudo. Van Dijk e Berghuis pararam nele. Quando você tem um goleiro que consegue fazer defesas nos pênaltis, muda a psicologia da disputa. Martínez apareceu quando precisava.

Inventor

O que vem agora para a Argentina?

Model

Croácia na terça-feira. Um time que já eliminou o Brasil nos pênaltis, então sabe como lidar com pressão. A final está a dois jogos de distância.

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