Por quatro vezes na história profunda da Terra, o aquecimento global — não asteroides — foi o algoz das grandes extinções em massa. O paleontólogo Michael Benton, da Universidade de Bristol, olha para esse padrão de 4,5 bilhões de anos e reconhece, com a sobriedade de quem lê fósseis como epitáfios, que a humanidade está escrevendo o sexto capítulo dessa história — mas numa velocidade sem precedentes, que não deixa margem para a lenta misericórdia da evolução.
Aquecimento global acelera sexta extinção em massa, alerta paleontólogo
A crise atual de biodiversidade afeta dezenas de espécies desaparecendo por ação humana direta ou mudanças ambientais, com potencial impacto existencial para a humanidade.