Quase um em cada cinco classificados do estado vinha de Apucarana
Em um país onde a educação pública frequentemente luta para afirmar sua relevância, uma cidade do interior do Paraná ofereceu uma resposta silenciosa e contundente: Apucarana, com suas escolas municipais do ensino fundamental, classificou 205 alunos para a terceira fase da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia — quase um quinto de todos os paranaenses selecionados. O resultado não é apenas estatístico; é o sinal de uma aposta deliberada, feita ao longo de anos, de que a curiosidade científica pode e deve ser cultivada desde os primeiros anos de vida. Quando uma criança de seis ou sete anos aprende a fazer perguntas sobre inteligência artificial ou sustentabilidade, algo maior do que um prêmio está sendo construído.
- Apucarana concentrou 205 dos 1.035 classificados paranaenses na OBICT, uma proporção que surpreendeu até os próprios gestores municipais.
- A competição abrange alunos do 1º ao 5º ano, justamente a fase em que o interesse pela ciência pode ser despertado ou sufocado para sempre.
- A Escola Professora Maria Madalena Coco liderou com 29 classificados, mas o resultado foi distribuído por toda a rede, sem que nenhuma escola ficasse ausente.
- A secretária de Educação e o prefeito reconheceram publicamente professores, coordenadores e famílias como pilares do desempenho coletivo.
- O desafio agora é manter o momentum: transformar um resultado pontual em cultura educacional permanente para as próximas gerações.
Quando os resultados da terceira fase da OBICT foram divulgados, Apucarana descobriu que havia conquistado um lugar desproporcional no mapa educacional paranaense. De 1.035 estudantes classificados no estado, 205 vinham das escolas municipais da cidade — quase um em cada cinco. Para uma rede municipal de ensino fundamental, o número é notável e reflete anos de investimento em uma cultura que coloca a inovação científica no centro da formação das crianças.
O prefeito Rodolfo Mota viu no resultado não uma vitória estatística, mas a expressão do compromisso de alunos e da dedicação da equipe da secretaria de Educação. Destacou ainda que a OBICT já se consolidou como referência nacional, contando com parceiros como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Entre as escolas, a Professora Maria Madalena Coco liderou com 29 classificados, seguida pela Juiz Luiz Fernando Araújo Pereira, com 25, e pelas escolas José de Alencar e José Idésio Brianezi, ambas com 24.
A secretária Ana Paula do Carmo Donato interpretou o desempenho como algo além de uma competição: um catalisador para o desenvolvimento integral dos estudantes, que fortalece o ambiente escolar ao estimular a troca de experiências e revelar novos talentos. Agradeceu professores, coordenadores, diretores e famílias pelo apoio a uma educação voltada à ciência e à inovação.
A olimpíada conecta disciplinas curriculares a temas contemporâneos como inteligência artificial e sustentabilidade, valorizando a escola como espaço de formação cidadã. Para Apucarana, 2026 marca um ponto de inflexão: a cidade demonstrou que sua rede é capaz de formar crianças que pensam cientificamente. O desafio agora é garantir que as próximas gerações tenham as mesmas oportunidades de explorar os limites do conhecimento.
Quando os resultados da terceira fase da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia foram divulgados, Apucarana descobriu que havia conquistado um lugar desproporcional no mapa educacional do estado. De um total de 1.035 estudantes paranaenses classificados para essa etapa da competição, 205 vinham das escolas municipais da cidade — quase um em cada cinco. Para uma rede de ensino municipal, o número é notável, e reflete algo que os gestores locais vêm tentando construir há anos: uma cultura de excelência que coloca a inovação e a investigação científica no centro da formação das crianças.
A olimpíada em questão é dirigida aos alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, a fase em que a curiosidade ainda é selvagem e o aprendizado pode ser moldado por experiências que despertam o interesse pela pesquisa. Os números brutos dizem pouco, mas o prefeito Rodolfo Mota viu neles uma validação do trabalho que sua administração vinha realizando. Em declaração à imprensa, destacou que o resultado não era apenas uma vitória estatística, mas um reflexo do compromisso, do esforço e da vontade de aprender que cada aluno carregava consigo — e, igualmente importante, do trabalho sério e dedicado de toda a equipe da secretaria municipal de Educação. Mota também ressaltou que a OBICT já havia se consolidado como uma referência nacional no incentivo à cultura científica e tecnológica, contando com parceiros de peso como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas.
Entre as escolas municipais, algumas se destacaram particularmente. A Escola Professora Maria Madalena Coco liderou com 29 alunos classificados. Logo atrás vieram a Escola Juiz Luiz Fernando Araújo Pereira, com 25 estudantes, e as escolas José de Alencar e José Idésio Brianezi, ambas com 24 classificados. A Escola Professora Maria Duarte Noli trouxe 17 alunos para a terceira fase, enquanto a Escola Monsenhor Arnaldo Beltrami contribuiu com 13. As demais unidades da rede também participaram, distribuindo seus classificados de forma que nenhuma escola ficasse completamente ausente do resultado geral.
A secretária municipal de Educação, Ana Paula do Carmo Donato, interpretou o resultado como algo que ia além de uma simples competição. Para ela, a OBICT funcionava como um catalisador para o desenvolvimento integral dos estudantes, fortalecendo o ambiente educacional ao estimular a troca de experiências e a descoberta de novos talentos. Donato agradeceu explicitamente aos professores e coordenadores pelo incentivo em cada etapa, aos diretores e familiares pelo apoio e pela valorização de uma educação voltada para a ciência, a inovação e o conhecimento. Sua confiança era clara: os 205 classificados também teriam excelente desempenho na terceira fase.
A olimpíada em si carrega uma missão que vai além da competição. Seus objetivos incluem despertar o interesse dos jovens pela pesquisa e pelo aprendizado, aproximando as disciplinas curriculares de temas contemporâneos como inteligência artificial, sustentabilidade e inovação. Segundo a organização responsável, a OBICT contribui para valorizar a escola como espaço de formação integral e de transformação da cidadania, conectando conhecimento científico, criatividade, cultura geral e aplicação prática. Ela mobiliza estudantes, professores e redes de ensino em todo o país, criando uma rede de aprendizado que transcende as fronteiras municipais.
Para Apucarana, o resultado de 2026 representa um ponto de inflexão. A cidade não apenas participou de uma olimpíada nacional; ela demonstrou que sua rede municipal de ensino é capaz de preparar crianças que pensam cientificamente, que fazem perguntas, que investigam. Com quase um quinto dos classificados do estado vindo de suas escolas, Apucarana agora enfrenta a tarefa de manter esse momentum, de garantir que a próxima geração de estudantes tenha as mesmas oportunidades e o mesmo incentivo para explorar os limites do conhecimento.
Citações Notáveis
O resultado reflete o compromisso, o esforço e a vontade de aprender de cada aluno, além do trabalho sério e dedicado de toda a equipe da Educação Municipal— Prefeito Rodolfo Mota
A OBICT contribui para o desenvolvimento integral dos estudantes e fortalece o ambiente educacional ao estimular a troca de experiências e a descoberta de novos talentos— Secretária municipal de Educação Ana Paula do Carmo Donato
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que um resultado em uma olimpíada científica importa tanto para uma cidade?
Porque mostra que as crianças estão aprendendo a pensar, não apenas a memorizar. Quando 205 alunos de uma rede municipal conseguem se classificar em uma competição nacional, significa que os professores estão criando espaço para a curiosidade.
Mas isso é apenas uma competição. Não é só uma questão de vencer?
Não. A OBICT não é sobre vencer. É sobre conectar o que as crianças aprendem em sala de aula com o mundo real — inteligência artificial, sustentabilidade, inovação. É sobre mostrar que a ciência não é algo distante.
E por que Apucarana conseguiu esse resultado? O que a cidade fez diferente?
Não sabemos exatamente. Mas o prefeito e a secretária de Educação falam de compromisso, de trabalho dedicado, de valorização da educação científica. Provavelmente, começou com decisões simples: investir em professores, dar tempo para que eles preparassem os alunos, criar uma cultura onde fazer perguntas é valorizado.
Essas 205 crianças — o que acontece com elas agora?
Elas vão para a terceira fase da olimpíada. Mas mais importante: elas já aprenderam que podem investigar, que podem pensar cientificamente. Isso não desaparece depois da competição.
Você acha que outras cidades vão tentar replicar isso?
Provavelmente. Quando um resultado como esse aparece, outras redes de ensino começam a perguntar: como eles fizeram? O que precisamos mudar? Apucarana virou um modelo.