Apple M7 Ultra triplicará memória em Macs de topo com até 1,5 TB

Triplicar a memória para executar inteligência artificial sem esforço
O M7 Ultra da Apple oferecerá 1,5 terabytes de memória unificada, respondendo às exigências crescentes do processamento local de IA.

Em 2028, a Apple pretende redefinir os limites do computador pessoal com o chip M7 Ultra, capaz de suportar até 1,5 terabytes de memória unificada — o triplo do que existe hoje. Este salto não é apenas técnico: é uma resposta filosófica à crescente exigência da inteligência artificial, que a empresa quer trazer para dentro da máquina, sem depender da nuvem. A decisão de saltar uma geração inteira de chips revela uma empresa disposta a sacrificar a continuidade em nome de uma visão mais ambiciosa sobre o que um computador pode ser.

  • A corrida pela supremacia em IA local está a forçar a Apple a triplicar a memória dos seus Macs de topo, num salto sem precedentes na história da plataforma.
  • A crise global de semicondutores e RAM paira como uma ameaça real sobre a produção em massa do M7 Ultra, podendo comprometer os planos para 2028.
  • A Apple responde ao risco com uma estratégia de dupla fonte: TSMC para o M7 Ultra em 2nm e Intel com o processo 18A-P para as versões base do M7.
  • O Mac Studio de 2028 estreará um design interno completamente renovado, com refrigeração repensada para aguentar o calor de uma máquina desta dimensão.
  • Ao saltar a geração M6, a Apple sinaliza que o M5 Ultra de 2026 é apenas uma ponte — e que o verdadeiro destino é uma arquitetura construída à volta da inteligência artificial.

A Apple está a preparar um dos maiores saltos da história dos seus computadores. O chip M7 Ultra, previsto para 2028, chegará com até 1,5 terabytes de memória unificada — três vezes mais do que o Mac Studio atual oferece com o M3 Ultra. A motivação é clara: as tarefas de inteligência artificial estão a tornar-se cada vez mais exigentes, e a empresa quer que sejam processadas localmente, sem depender de servidores externos.

Segundo a Bloomberg e o jornalista Mark Gurman, o M7 Ultra duplicará as capacidades do M5 Ultra, o chip intermédio que chegará no final de 2026 com 36 núcleos de CPU, 80 núcleos gráficos e cerca de 768 GB de memória. A produção do M7 Ultra ficará a cargo da TSMC, em tecnologia de 2 nanómetros, embora a crise global de semicondutores possa complicar a produção em massa. Se os números se confirmarem, o chip competirá diretamente com o Medusa Halo da AMD e o Nova Lake-AX da Intel.

Para proteger a cadeia de abastecimento, a Apple adotará uma estratégia de dupla fonte: enquanto o M7 Ultra será fabricado pela TSMC, as versões base do M7 poderão sair das fábricas da Intel com o processo 18A-P. No calendário do Mac Studio, a marca fará algo inédito — saltará completamente a geração M6, passando do M5 Ultra em 2026 diretamente para o M7 Ultra em 2028, acompanhado de um design interno totalmente renovado e um sistema de refrigeração à altura da potência gerada.

A Apple está a preparar um salto tecnológico significativo nos seus computadores de topo. O novo processador M7 Ultra, previsto para 2028, trará uma capacidade de memória unificada de até 1,5 terabytes — três vezes superior ao que o Mac Studio atual consegue oferecer com o chip M3 Ultra. A mudança responde a uma necessidade crescente: as tarefas de inteligência artificial estão a tornar-se cada vez mais exigentes, e a empresa quer que sejam executadas localmente, sem constrangimentos.

Segundo informações reveladas pela Bloomberg e comentadas pelo jornalista Mark Gurman, o M7 Ultra duplicará as capacidades do M5 Ultra, o modelo intermédio que chegará ao mercado no final de 2026. Esse M5 Ultra contará com 36 núcleos de processamento central, 80 núcleos gráficos e aproximadamente 768 gigabytes de memória. O salto para o M7 Ultra representará, portanto, uma evolução substancial na arquitetura dos computadores Mac, desenhada especificamente para o processamento de inteligência artificial em ambiente local.

A produção deste componente de elite ficará a cargo da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, a TSMC, utilizando a tecnologia de fabrico de 2 nanómetros — a geração N2 — por volta de 2028. Há, porém, uma complicação: a crise global no setor dos semicondutores e da memória RAM pode criar obstáculos à produção em massa destas especificações extremas. Se os números se confirmarem, o M7 Ultra entrará em competição direta com soluções de grande escala, como o Medusa Halo da AMD ou o Nova Lake-AX da Intel.

A Apple está também a diversificar a sua cadeia de distribuição. Enquanto o M7 Ultra será fabricado pela TSMC, as versões base do processador M7 poderão ser produzidas pela Intel, utilizando o seu processo 18A-P. Esta estratégia de dupla fonte reflete a importância que a empresa atribui à segurança da cadeia de abastecimento.

No calendário de atualizações do Mac Studio, a marca planeia um movimento inusitado: saltará completamente a geração M6. O modelo com M5 Ultra chegará em 2026, seguido pela versão com M7 Ultra em 2028. Para suportar este novo hardware, o computador de 2028 estreará um design interno totalmente renovado, com um sistema de refrigeração otimizado para lidar com o calor gerado por uma máquina tão potente. A evolução não é apenas sobre números maiores — é sobre reimaginar como um computador pessoal pode funcionar quando a inteligência artificial deixa de ser um complemento e passa a ser o centro da operação.

O M7 Ultra duplicará as capacidades do M5 Ultra, oferecendo uma evolução substancial desenhada especificamente para processamento de inteligência artificial em ambiente local
— Mark Gurman, jornalista especializado em tecnologia Apple
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Porque é que a Apple salta a geração M6 inteiramente? Parece uma decisão estranha.

Model

Não é estranha se pensarmos na estratégia. O M5 Ultra já oferece um salto significativo — 768 gigabytes de memória é já transformador. Saltar o M6 permite à Apple concentrar recursos no M7, que é verdadeiramente revolucionário. É uma aposta clara em que o futuro é a inteligência artificial local.

Inventor

Mas e os clientes que querem um upgrade em 2027? Ficam sem opção.

Model

Ficam, é verdade. Mas o público do Mac Studio é muito específico — são profissionais e empresas que trabalham com cargas de trabalho extremas. Para eles, esperar um ano por um salto de três vezes em memória provavelmente vale mais do que ter um upgrade intermédio.

Inventor

A crise de semicondutores é mencionada como um risco. Quão real é essa ameaça?

Model

É muito real. Produzir chips em 2 nanómetros em volume é extraordinariamente difícil. Se a crise persistir, a Apple pode ter de adiar o lançamento ou reduzir quantidades. É por isso que estão a envolver também a Intel — é um seguro.

Inventor

Então o M7 Ultra é realmente para IA, não para outras coisas?

Model

É principalmente para IA, sim. Mas 1,5 terabytes de memória unificada também transforma tudo o resto — edição de vídeo, renderização 3D, processamento de dados em massa. É um computador desenhado para tarefas que hoje parecem impossíveis.

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