Lula diz que nova redução de tarifas dos EUA 'está perto' após conversa com Trump

Muita coisa vai acontecer, estou convencido
Lula expressa otimismo após conversa telefônica com Trump sobre redução de tarifas americanas.

Em meio a tensões comerciais que marcaram o segundo semestre de 2025, os presidentes Lula e Trump trocaram sinais de aproximação que podem redesenhar as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos. Após uma conversa telefônica descrita como 'extraordinária', Lula declarou publicamente que uma nova redução de tarifas americanas sobre produtos brasileiros está próxima — um otimismo construído sobre meses de diplomacia silenciosa e um encontro pessoal na Malásia. O momento revela como a geopolítica comercial se move não apenas por números, mas por conversas, gestos e a paciência de quem negocia no longo prazo.

  • Desde agosto, uma sobretaxa americana de 50% sobre exportações brasileiras criou um impasse que afetou duramente o agronegócio e setores de alto valor agregado.
  • Em novembro, os EUA já haviam recuado parcialmente, retirando a sobretaxa de mais de 200 produtos — mas boa parte do comércio bilateral ainda permanece penalizada.
  • O encontro pessoal entre Lula e Trump na cúpula da Asean, em outubro, reabriu canais diplomáticos bloqueados e foi descrito por auxiliares de ambos os lados como um ponto de inflexão.
  • O chanceler Mauro Vieira conduziu rodadas de negociação com Marco Rubio em Washington e no Canadá, apresentando propostas de flexibilização gradativa e mecanismos de compensação comercial.
  • Após nova ligação telefônica, ambos os presidentes sinalizaram otimismo público — Trump falou em 'muitas coisas boas' e Lula garantiu que 'muita coisa vai acontecer' — mas a concretização pode ainda levar semanas ou meses.

Lula saiu de uma conversa telefônica com Donald Trump na terça-feira convicto de que o Brasil está próximo de uma vitória comercial. Na quarta-feira, em entrevista à TV Verdes Mares, em Fortaleza, o presidente declarou que uma nova redução nas tarifas americanas sobre produtos brasileiros 'está perto' e classificou o diálogo com o republicano como 'extraordinário'. 'Estou convencido de que muita coisa vai acontecer', afirmou.

O otimismo tem raízes concretas. Desde agosto, quando Trump impôs uma sobretaxa de 50% sobre exportações brasileiras, o comércio bilateral viveu sob tensão. Em novembro, os EUA deram um primeiro recuo, retirando a sobretaxa de mais de 200 produtos, incluindo carne bovina, café e frutas. Lula reconheceu o gesto, mas deixou claro que havia muito mais a negociar.

O ponto de virada veio em outubro, na cúpula da Asean, na Malásia, onde os dois presidentes se encontraram pessoalmente. O encontro foi descrito como cordial e reabriu canais de diálogo bloqueados desde julho. A partir daí, Trump autorizou sua equipe a reavaliar a amplitude das tarifas, abrindo espaço para negociações mais sérias.

O chanceler Mauro Vieira conduziu as tratativas nas semanas seguintes, reunindo-se com o secretário de Estado Marco Rubio em Washington e no Canadá. O Brasil apresentou propostas de flexibilização gradativa e mecanismos de compensação comercial — um processo lento, mas consistente.

Trump, por sua vez, respondeu com sua própria mensagem de esperança, escrevendo que 'muitas coisas boas virão desta nova parceria' e listando uma agenda ampla: comércio, combate ao crime organizado, sanções e tarifas. Os dois presidentes acertaram retomar a conversa em breve, sinalizando que o processo está longe de encerrado — e que o que Lula chama de 'perto' pode ainda levar semanas ou meses para se concretizar.

Luiz Inácio Lula da Silva saiu de uma conversa telefônica com Donald Trump na terça-feira convencido de que o Brasil está à beira de uma vitória comercial. Na quarta-feira, o presidente brasileiro declarou publicamente que uma nova redução nas tarifas americanas sobre produtos brasileiros "está perto", e que o diálogo com o republicano havia sido "extraordinário". "Estamos perto de receber boas notícias dos Estados Unidos. Pode esperar, muita coisa vai acontecer, estou convencido", disse em entrevista à TV Verdes Mares, em Fortaleza.

O otimismo de Lula não surge do nada. Desde agosto, quando Trump impôs uma sobretaxa de 50% sobre as exportações brasileiras, o comércio bilateral tem sido marcado pela tensão. A medida atingiu especialmente o agronegócio e setores de alto valor agregado, criando um impasse que parecia intransponível. Mas em novembro, os Estados Unidos já haviam dado um primeiro passo: retiraram a sobretaxa de mais de 200 produtos brasileiros, incluindo carne bovina, café e algumas frutas. Lula reconheceu o gesto, mas deixou claro que havia muito mais a ser negociado.

O ponto de virada veio em outubro, quando Lula e Trump se encontraram pessoalmente na Malásia, durante a cúpula da Asean. Auxiliares de ambos os governos descrevem o encontro como cordial, e mais importante: reabriu canais de diálogo que estavam bloqueados desde julho. Aquele momento foi classificado como um "ponto de inflexão" nas relações bilaterais. A partir daí, Trump autorizou sua equipe a reavaliar a amplitude das tarifas impostas, abrindo espaço para negociações sérias.

O chanceler Mauro Vieira conduziu as tratativas nas semanas seguintes, reunindo-se com o secretário de Estado americano Marco Rubio em Washington e no Canadá. O Brasil apresentou propostas de flexibilização gradativa das tarifas e sugeriu mecanismos de compensação comercial. Não foi um processo rápido, mas foi consistente. Cada reunião movimentava a agulha um pouco mais.

Trump, por sua vez, respondeu ao otimismo de Lula com sua própria mensagem de esperança. Após a conversa telefônica, o presidente americano escreveu que "muitas coisas boas virão desta nova parceria". Ele listou os temas discutidos: comércio, cooperação no combate ao crime organizado, sanções impostas a autoridades brasileiras, tarifas e diversos outros assuntos. A amplitude da agenda sugere que as negociações vão além de números e percentuais.

Mas o alívio até agora é apenas parcial. Apesar da retirada da sobretaxa de mais de 200 produtos em novembro, parte significativa do comércio bilateral segue afetada pelas tarifas. O Brasil ainda tem muito a recuperar. Os dois presidentes acertaram retomar a conversa em breve para acompanhar o andamento das negociações, sinalizando que o processo está longe de estar encerrado. O que Lula vê como "perto" pode ainda levar semanas ou meses para se concretizar.

Estamos perto de receber boas notícias dos Estados Unidos. Pode esperar, muita coisa vai acontecer, estou convencido
— Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à TV Verdes Mares
Muitas coisas boas virão desta nova parceria
— Donald Trump, em resposta à conversa com Lula
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que Lula parece tão otimista agora, quando as tarifas americanas têm afetado o Brasil há meses?

Model

Porque houve um movimento real. Trump não apenas falou — em novembro, retirou a sobretaxa de mais de 200 produtos. Isso não é retórica, é ação. E a conversa de terça-feira parece ter confirmado que há mais vindo.

Inventor

Mas o que mudou entre julho, quando os canais estavam bloqueados, e agora?

Model

O encontro em outubro na Malásia. Quando dois presidentes se sentam frente a frente, coisas que pareciam impossíveis por telefone de repente ficam negociáveis. Trump autorizou sua equipe a reavaliar tudo.

Inventor

E o Brasil está oferecendo o quê em troca?

Model

Flexibilização gradativa das tarifas, mecanismos de compensação comercial. Mas também há outros temas — crime organizado, sanções. Não é apenas comércio.

Inventor

Quando podemos esperar essa próxima redução que Lula mencionou?

Model

Lula disse "está perto", mas não deu prazo. Os dois acertaram retomar a conversa em breve. Pode ser semanas, pode ser meses. O importante é que o diálogo não parou.

Inventor

E se isso não acontecer? Se Trump mudar de ideia?

Model

Então o Brasil volta ao impasse. Mas por enquanto, há movimento. E movimento é melhor que bloqueio.

Contact Us FAQ