Em Castanhal, no interior do Pará, Elis Regina Cruz chegou aos 51 anos carregando dois trabalhos, uma bicicleta e a distância de uma estrada de terra — e ainda assim encontrou nas sobras do dia o tempo necessário para estudar sozinha e ser aprovada no vestibular de Matemática da UFPA. Sua trajetória não é apenas a de uma mulher que venceu uma prova; é a de alguém que atravessou, literalmente, a porta de uma escola onde passara anos do lado de fora. O que ela entrega ao mundo não é uma fórmula, mas a demolição silenciosa da crença de que certas portas pertencem apenas a certas pessoas.
Aos 51 anos, servente de escola rural passa em Matemática na UFPA sem cursinho
Mulher de 51 anos superou barreiras de pobreza, dupla jornada de trabalho e distância geográfica para conquistar acesso ao ensino superior público.