Em Singapura, um menino de 13 anos de São Bernardo do Campo tornou-se, pela segunda vez consecutiva, o único brasileiro a conquistar ouro individual em uma das maiores olimpíadas de matemática do mundo — feito que coloca em evidência não apenas um talento raro, mas também as condições frágeis que cercam o florescimento de jovens cientistas no Brasil. A trajetória de Lorenzo do Prado Oliveira, entre provas dissertativas, fusos horários e buscas por patrocínio, revela que a excelência intelectual raramente caminha sozinha: ela depende de suporte, de estrutura e de quem decide apostar.