Anvisa aprova Leqembi para retardar declínio cognitivo no Alzheimer inicial

Retardar a velocidade com que os sintomas avançam oferece tempo adicional de preservação cognitiva
O Leqembi mostrou capacidade de desacelerar a progressão do Alzheimer em pacientes com demência leve durante 18 meses de acompanhamento.

Em dezembro de 2025, a Anvisa aprovou o Leqembi — um anticorpo que reduz placas beta-amiloides no cérebro — como o primeiro medicamento capaz de retardar ativamente a progressão do Alzheimer em seus estágios iniciais no Brasil. A decisão, fundamentada em um ensaio clínico com quase 1.800 pacientes, não oferece cura, mas abre uma janela de tempo: mais meses de memória preservada, mais autonomia, mais presença. Para milhões de famílias que convivem com a doença, essa diferença carrega um peso profundamente humano.

  • O Alzheimer avançava sem freio para pacientes em fase inicial — agora, pela primeira vez no Brasil, há um medicamento aprovado para desacelerar esse curso.
  • O Leqembi exige infusão intravenosa regular e acompanhamento clínico contínuo, impondo desafios logísticos ao sistema de saúde para garantir acesso amplo.
  • Um ensaio clínico com 1.795 pacientes demonstrou progressão significativamente mais lenta dos sintomas em 18 meses, dando à aprovação da Anvisa uma base científica sólida.
  • A aprovação pressiona os sistemas de saúde a diagnosticar o Alzheimer mais cedo — condição indispensável para que o tratamento seja eficaz.
  • O Brasil se alinha ao movimento científico global de intervenção precoce, sinalizando que a janela terapêutica mais valiosa está no início da doença, não no seu avanço.

A Anvisa publicou em 22 de dezembro a aprovação do Leqembi, medicamento baseado no anticorpo lecanemabe desenvolvido para desacelerar o declínio cognitivo em pacientes com Alzheimer em fase inicial. O fármaco é indicado especificamente para pessoas com demência leve e presença confirmada de placas beta-amiloides no cérebro — a marca registrada da doença.

Seu mecanismo de ação consiste em reduzir o acúmulo dessas placas, administrado por infusão intravenosa com acompanhamento clínico regular. A aprovação foi sustentada por um ensaio clínico com 1.795 participantes divididos entre o medicamento e placebo, acompanhados por 18 meses. Os resultados, medidos pela escala CDR-SB, mostraram que quem recebeu o Leqembi apresentou progressão mais lenta dos sintomas — traduzindo-se em mais tempo com funções cognitivas e autonomia preservadas.

Até então, o arsenal terapêutico brasileiro para o Alzheimer inicial era limitado, e pacientes enfrentavam a progressão da doença sem recursos capazes de efetivamente retardá-la. Com o Leqembi, médicos ganham uma alternativa que, sem curar, pode oferecer meses ou anos adicionais de funcionamento cognitivo — uma diferença substancial para famílias que medem o tempo em memórias ainda presentes.

A aprovação também impõe uma responsabilidade ao sistema de saúde: diagnosticar o Alzheimer precocemente, antes que o quadro se agrave, e garantir acesso ao tratamento para quem dele possa se beneficiar. O foco na fase inicial alinha-se ao consenso científico atual — quanto mais cedo a intervenção, maiores as chances de preservar o que ainda pode ser preservado.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou no Diário Oficial da União, em 22 de dezembro, a aprovação do Leqembi, um medicamento destinado a desacelerar a progressão cognitiva em pacientes diagnosticados com Alzheimer em seus estágios iniciais. O fármaco, desenvolvido a partir do anticorpo lecanemabe, representa uma nova ferramenta terapêutica para um público específico: pessoas que já apresentam demência leve e têm confirmada a presença de placas beta-amiloides no cérebro.

O mecanismo de ação do Leqembi funciona reduzindo o acúmulo dessas placas beta-amiloides, que são uma das marcas registradas da doença de Alzheimer. O medicamento é administrado por infusão intravenosa, conforme prescrição médica, e apresenta-se em forma de solução para diluição. Essa via de administração requer acompanhamento clínico regular, o que implica em uma estrutura de atendimento específica para os pacientes que receberem o tratamento.

A decisão da Anvisa baseou-se em dados robustos de um ensaio clínico que envolveu 1.795 pessoas diagnosticadas com Alzheimer em fase inicial, todas com presença confirmada de placas beta-amiloides. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu o Leqembi e outro recebeu placebo. O acompanhamento estendeu-se por 18 meses, período durante o qual os pesquisadores mediram a progressão dos sintomas utilizando a escala CDR-SB, um instrumento internacional reconhecido para avaliar a gravidade da demência e seu impacto nas atividades cotidianas dos pacientes.

Os resultados foram significativos. Entre os 1.521 pacientes analisados no subgrupo principal, aqueles que receberam o Leqembi apresentaram um aumento menor na pontuação da escala CDR-SB em comparação com o grupo que recebeu placebo. Em termos práticos, isso significa que o medicamento conseguiu retardar a velocidade com que os sintomas avançavam, oferecendo aos pacientes um período maior de preservação de suas funções cognitivas e autonomia.

A aprovação do Leqembi amplia o arsenal terapêutico disponível no Brasil para o tratamento do Alzheimer inicial. Até agora, as opções eram limitadas, e muitos pacientes enfrentavam a progressão inexorável da doença sem medicamentos que pudessem efetivamente desacelerar seu curso. Com essa aprovação, médicos e pacientes ganham uma alternativa que, embora não cure a doença, pode oferecer meses ou anos adicionais de funcionamento cognitivo preservado. Para famílias que lidam com o Alzheimer, essa diferença pode ser substancial — mais tempo com memória, mais tempo com independência, mais tempo antes que cuidados mais intensivos se tornem necessários.

A aprovação também sinaliza um reconhecimento da Anvisa sobre a importância de intervir precocemente na doença de Alzheimer. O foco em pacientes com demência leve, antes que o quadro se agrave, alinha-se com o entendimento científico atual de que quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as chances de preservar a função cognitiva. Isso coloca uma responsabilidade adicional nos sistemas de saúde: diagnosticar Alzheimer em seus estágios iniciais, o que nem sempre é simples, e garantir acesso ao novo medicamento para quem dele possa se beneficiar.

A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses
— Anvisa
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que essa aprovação importa agora, especificamente? O Alzheimer não é uma doença nova.

Model

Não é nova, mas até recentemente não tínhamos medicamentos que realmente retardassem seu avanço. Tínhamos apenas tratamentos para sintomas. O Leqembi é diferente — ele atua na causa, reduzindo as placas que danificam o cérebro.

Inventor

E quanto aos pacientes que já estão em estágios mais avançados? Eles ficam de fora?

Model

Sim. O medicamento foi aprovado especificamente para demência leve. Se a doença já progrediu além disso, o Leqembi não é indicado. Por isso o diagnóstico precoce se torna crítico.

Inventor

Qual é o custo dessa intervenção? Quem vai conseguir acessá-la?

Model

O estudo não menciona preço, mas medicamentos biológicos como esse tendem a ser caros. A questão do acesso — se o SUS vai cobrir, quanto vai custar para pacientes particulares — ainda está em aberto.

Inventor

Então o que muda na prática para um paciente diagnosticado hoje?

Model

Ele tem agora uma opção que antes não existia. Infusões intravenosas regulares que podem ganhar tempo. Não é cura, mas é a primeira vez que temos algo que realmente desacelera a progressão.

Inventor

E se o medicamento não funcionar para um paciente específico?

Model

O estudo mostrou eficácia no grupo, mas nem todos respondem igual. Alguns podem ter benefício maior, outros menor. Isso é sempre assim com medicamentos.

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