Quando a ciência aprende a ouvir o coração com mais atenção, surgem respostas onde antes havia silêncio terapêutico. A Anvisa aprovou a finerenona — um medicamento forjado no tratamento dos rins — para uma forma específica de insuficiência cardíaca que historicamente resistia às opções disponíveis, reduzindo em 16% o risco de piora ou morte cardiovascular. A decisão insere o Brasil em um consenso global de mais de 90 países e acende a esperança de que esse avanço alcance, um dia, os corredores do SUS.