Em um mercado onde a promessa de desempenho atlético move bilhões, seis marcas de sal encontraram no comércio eletrônico um atalho para o consumidor — sem passar pela avaliação sanitária que a lei exige. A Anvisa determinou a apreensão desses produtos, que circulavam como suplementos esportivos com alegações terapêuticas proibidas, revelando a tensão permanente entre a velocidade das plataformas digitais e a lentidão necessária da regulação. O episódio lembra que a confiança do consumidor é um bem frágil, facilmente explorado quando a fiscalização não acompanha a inovação dos mercados.