Em Paraty, durante a Flip, a ativista americana Angela Davis reuniu setecentas pessoas para uma conversa que atravessou o Atlântico — da luta pelos direitos civis ao quilombo visitado horas antes, do capitalismo à devastação ambiental. Com a sabedoria de quem recusa dar nome ao que não merece força, Davis lembrou que a literatura, como a solidariedade, só tem sentido quando amplia a consciência e move as pessoas à ação.