Ancelotti's 2026 World Cup squad includes six players with Paraná football roots

A pipeline for Brazilian talent destined for Europe's biggest stages
Describing how Athletico Paranaense has quietly become a development ground for World Cup-bound players.

No mapa do futebol mundial, o estado do Paraná ocupa um lugar que raramente aparece nos holofotes — mas a convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 revela uma verdade silenciosa: seis dos 26 escolhidos passaram por clubes paranaenses, sobretudo pelo Athletico Paranaense, uma instituição que transformou o desenvolvimento de jovens talentos em vocação e em modelo. É o futebol das margens que alimenta o centro, o regional que sustenta o nacional, o invisível que se torna inevitável quando os nomes são chamados para o maior palco do esporte.

  • Quase um quarto da seleção brasileira para 2026 carrega no currículo uma passagem pelo Paraná — uma concentração que desafia a narrativa de que o talento nacional nasce apenas no eixo Rio-São Paulo.
  • O Athletico Paranaense emerge como o grande protagonista dessa história, tendo lançado ou lapidado jogadores que hoje movimentam dezenas de milhões de euros nos mercados europeus.
  • Trajetórias como a de Matheus Cunha — vendido por cerca de 700 mil reais e revendido por 50 milhões de euros — expõem a tensão entre o valor que os clubes brasileiros geram e a fatia que conseguem reter.
  • Igor Thiago simboliza a resiliência do processo: rejeitado pelo próprio Athletico, ele encontrou outro caminho dentro do estado e chegou à seleção pela porta dos fundos — que, no fim, leva ao mesmo lugar.
  • Com a Copa se aproximando, o Paraná projeta sua sombra sobre o torneio, lembrando que academias regionais são infraestrutura invisível do futebol de elite.

A lista de 26 convocados de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 guarda uma marca discreta mas significativa: seis jogadores — quase um quarto do elenco — têm raízes no futebol paranaense, a maioria formada pelo Athletico Paranaense, clube que se tornou um dos maiores exportadores de talento do Brasil.

Weverton passou sete anos no gol do Athletico antes de conquistar a medalha de ouro olímpica em 2016 e seguir para o Grêmio. Leo Pereira, curitibano, saiu da base do clube com títulos na bagagem antes de se firmar no Flamengo. Alex Sandro começou na academia atleticana no fim dos anos 2000, foi vendido por 2,2 milhões de euros ao Maldonado e chegou à Juventus por 28 milhões em 2014, onde acumulou 327 jogos e 12 títulos em quatro temporadas. Bruno Guimarães chegou ao Athletico em 2017, foi peça central em conquistas consecutivas da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil, e hoje é um dos meias mais consistentes da Premier League no Newcastle, após ser vendido ao Lyon por 20 milhões de euros.

Matheus Cunha nunca estreou profissionalmente pelo Coritiba, mas o clube apostou nele cedo: 85% dos seus direitos foram negociados com o Sion suíço por cerca de 700 mil reais em 2017. Depois de 10 gols e 8 assistências em 32 jogos na Suíça, o restante foi vendido por 1,2 milhão de euros. A escalada seguinte passou por Red Bull Leipzig, Hertha Berlin, Atlético de Madrid e, em 2023, pelo Wolverhampton por 50 milhões de euros — uma trajetória que ilustra tanto o potencial quanto a assimetria financeira do modelo brasileiro de formação. Igor Thiago, nascido em Brasília mas revelado no interior do Paraná pelo Verê, chegou à seleção após ter sido rejeitado pelo próprio Athletico — um desvio que não apagou o destino.

Três outros jogadores com vínculos paranaenses — o goleiro Bento, Igor Jesus e Paulo Henrique — estiveram na lista inicial de 55 nomes, mas ficaram de fora do corte final. A ausência não diminui o fenômeno: o Paraná colocou mais jogadores no radar de Ancelotti do que muitos estados com tradição mais celebrada. O que o Athletico construiu ao longo dos anos — uma estrutura de formação que atrai, desenvolve e projeta jovens para a Europa — tornou-se parte essencial da identidade do clube e, agora, parte visível da seleção brasileira que disputará a Copa em casa.

Carlo Ancelotti's 26-player roster for the 2026 World Cup carries the fingerprints of Paraná football in unexpected places. Six of those players—nearly a quarter of the squad—spent formative years in the state's clubs, most of them at Athletico Paranaense, a institution that has quietly become a pipeline for Brazilian talent destined for Europe's biggest stages.

Weverton, now 38 and playing for Grêmio, spent seven years as Athletico's goalkeeper before moving on to Palmeiras and a gold medal with Brazil's Olympic team in 2016. Leo Pereira, a Curitiba native, came through Athletico's system and won a Copa do Brasil and Copa Sul-Americana with the club before joining Flamengo. Alex Sandro's journey began in Athletico's youth academy in the late 2000s. The left-back was sold to Maldonado in Uruguay for 2.2 million euros in 2009, then moved through Santos and Porto before Juventus paid 28 million euros for him in 2014. Over four seasons in Turin, he made 327 appearances, scored 16 goals, and collected 12 titles. When his contract ended in 2024, he signed with Flamengo as a free agent.

Bruno Guimarães arrived at Athletico in 2017 and became the engine of back-to-back trophy runs—the Copa Sul-Americana in 2018 and the Copa do Brasil in 2019. Lyon then paid 20 million euros for him, and he has since become one of the Premier League's most consistent midfielders at Newcastle. Matheus Cunha never played a professional match for Coritiba, where he developed as a youth player, but the club's investment in him proved prescient. Eighty-five percent of his economic rights were sold to Sion in Switzerland for roughly 700,000 reais in 2017. After impressing in the Swiss league with 10 goals and 8 assists in 32 games, Coritiba sold the remaining 15 percent for 1.2 million euros. Red Bull Leipzig then acquired him for 15 million euros, followed by Hertha Berlin at 18 million euros, Atlético Madrid at 35 million euros, and finally Wolverhampton Wanderers in 2023 for 50 million euros—a record transfer that reflects his evolution into a versatile attacking threat.

Igor Thiago's path was less direct. Born in Brasília, he emerged through Verê's youth ranks in the interior of Paraná and played for the club's third-division team before moving into the academy system. He has spoken publicly about being rejected by Athletico, a setback that did not derail his trajectory to the national team.

Three other players with Paraná connections appeared in Ancelotti's initial 55-name pool but did not make the final cut. Bento, a goalkeeper who played for Athletico before moving to Saudi Arabia's Al-Nassr, was among them. Igor Jesus, developed by Coritiba and now at Nottingham Forest, also missed the final squad. Paulo Henrique, a right-back with roots at Paraná Clube and currently at Vasco, rounded out the group of near-misses.

The concentration of World Cup talent flowing from a single state's football ecosystem speaks to something deeper than coincidence. Athletico Paranaense, in particular, has functioned as a finishing school for young Brazilian players—a place where they gain professional experience and visibility before European clubs come calling. The club's success in developing and selling players has become central to its financial model and its identity within Brazilian football. As the 2026 World Cup approaches, these six players will carry with them the imprint of their origins, a reminder that elite talent emerges not just from Rio and São Paulo but from the regional academies that feed the national team.

Igor Thiago revealed he was rejected by Athletico Paranaense
— Source reporting on Igor Thiago's career path
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Why does it matter that six players on this World Cup squad came through Paraná clubs? Isn't that just where they happened to play?

Model

It matters because it shows how a regional club like Athletico became a genuine talent factory. These aren't fringe players—Weverton won Olympic gold, Alex Sandro played 327 games for Juventus, Bruno Guimarães is a Premier League regular. That's not luck.

Inventor

But Alex Sandro left Athletico in 2009. Does the club really get credit for his career?

Model

In one sense, no—he became great elsewhere. But Athletico gave him his first professional platform at a critical age. They identified him, developed him, sold him for 2.2 million euros. That's the business of it. The club profits, the player gets his chance.

Inventor

What about Matheus Cunha? The source says he never even played professionally for Coritiba.

Model

That's the interesting part. Coritiba sold 85 percent of his rights as a youth player for 700,000 reais. They had no idea he'd eventually be worth 50 million euros. But they held onto 15 percent and sold it later for 1.2 million. Even without playing him, they made money and stayed connected to his rise.

Inventor

Is there a risk that these clubs become too focused on selling players rather than building teams?

Model

Absolutely. You develop a player, he gets good, a European club pays and he's gone. It's a cycle that can weaken the domestic league. But for a club in Paraná, it's also survival—they don't have the revenue of Rio or São Paulo clubs, so selling talent is how they stay afloat.

Inventor

What does it say about Brazil's football system that six World Cup players came from one state's clubs?

Model

It says the system works in pockets. Athletico and Coritiba created conditions where young players could develop and be seen. But it also means talent is concentrated, unevenly distributed. Other regions probably have players just as good who never get the same exposure.

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