Lemann, Telles e Sicupira se dizem surpresos com operação da PF e culpam ex-diretores

foram continuamente enganados pela antiga diretoria
Posição dos principais acionistas sobre como a gestão anterior manipulou o conselho de administração.

No coração de um dos maiores escândalos contábeis da história recente do Brasil, a Polícia Federal aprofundou suas investigações sobre um rombo de R$ 54 bilhões nas Lojas Americanas, deflagrando a segunda fase da Operação Disclosure na manhã de 25 de junho. Os três acionistas controladores — Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira — declararam surpresa com a ação e reafirmaram que foram, como o próprio conselho de administração, sistematicamente enganados pela antiga diretoria. Há, nesse momento, uma tensão clássica entre o poder investigativo do Estado e a narrativa de quem detém o capital: a questão que permanece é saber onde termina a vítima e onde começa a responsabilidade.

  • A segunda fase da Operação Disclosure surpreendeu os maiores acionistas da Americanas, sinalizando que as investigações sobre fraudes de R$ 54 bilhões entraram em uma etapa mais incisiva.
  • Lemann, Telles e Sicupira correram a público para se distanciar das acusações, alegando que foram enganados pela ex-diretoria tanto quanto o próprio conselho de administração.
  • A estratégia dos acionistas é clara: posicionar-se como colaboradores da investigação, não como alvos, declarando cooperação plena com as autoridades.
  • As defesas ainda não tiveram acesso à decisão judicial que embasou a operação, deixando os acionistas em compasso de espera antes de qualquer manifestação mais detalhada.
  • O próximo capítulo das apurações será decisivo para confirmar ou contestar a versão de que os controladores foram vítimas de uma manipulação deliberada por executivos que já deixaram a empresa.

Na manhã de 25 de junho, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure, aprofundando as investigações sobre fraudes contábeis estimadas em R$ 54 bilhões nas Lojas Americanas. A ação pegou de surpresa os três principais acionistas da companhia: Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Por meio da holding LTS, os três divulgaram nota à imprensa afirmando não ter esperado pela operação e reiterando que tanto eles quanto o conselho de administração foram sistematicamente enganados pela gestão anterior. A mensagem central era de distanciamento: eles se apresentam como vítimas de uma manipulação deliberada, não como responsáveis pelo esquema. Ao mesmo tempo, declararam compromisso de colaboração integral com as autoridades — uma postura que funciona também como estratégia de defesa. As defesas, porém, ainda não tinham acesso ao texto completo da decisão judicial que embasou a operação.

O caso das Americanas é um dos maiores escândalos contábeis do país em anos recentes. A descoberta das fraudes desencadeou uma crise que levou a empresa a solicitar recuperação judicial, enquanto as investigações buscam rastrear como cifras tão expressivas foram ocultadas por tanto tempo. A tensão entre o avanço das apurações e os esforços dos acionistas para preservar sua narrativa de inocência deve se intensificar nas próximas etapas da operação.

Na manhã de quinta-feira, 25 de junho, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure, aprofundando as investigações sobre fraudes contábeis que movimentaram aproximadamente R$ 54 bilhões nas Lojas Americanas. A operação pegou de surpresa os três principais acionistas da empresa: Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Por meio da LTS, a holding que administra seus investimentos, os três acionistas divulgaram uma nota à imprensa afirmando que não esperavam pela ação. Mais do que isso, aproveitaram o momento para se distanciar das acusações, argumentando que tanto eles quanto o conselho de administração foram sistematicamente enganados e levados ao erro pela gestão anterior da companhia. A mensagem era clara: eles se veem como vítimas de uma manipulação deliberada, não como arquitetos do esquema.

Os acionistas reiteraram seu compromisso em colaborar integralmente com as autoridades para que os fatos sejam esclarecidos. Essa postura de cooperação aparece como estratégia de defesa, buscando se posicionar como aliados da investigação em vez de alvos dela. Segundo a nota divulgada, as defesas dos acionistas ainda não tiveram acesso ao texto completo da decisão judicial que fundamentou a operação, o que os deixou em posição de esperar por mais informações antes de fazer qualquer manifestação adicional.

O caso das Americanas representa um dos maiores escândalos contábeis do país em anos recentes. A empresa, que é uma das maiores redes de varejo do Brasil, viu-se envolvida em um rombo financeiro gigantesco que foi atribuído inicialmente a executivos da companhia. A descoberta das fraudes desencadeou uma crise que levou a empresa a solicitar recuperação judicial, um processo que permite a uma empresa em dificuldades financeiras tentar se reorganizar e superar a crise.

A Operação Disclosure, agora em sua segunda fase, representa o aprofundamento das apurações que começaram quando as fraudes vieram à tona. A investigação busca rastrear como o esquema funcionava, quem estava envolvido e como cifras tão expressivas conseguiram ser ocultadas dos acionistas e do conselho de administração. A posição adotada por Lemann, Telles e Sicupira é a de que foram enganados pela antiga diretoria, sugerindo que a responsabilidade recai sobre executivos que já não estão mais na companhia.

O timing da operação, coincidindo com a nota dos acionistas, coloca em evidência a tensão entre as investigações em andamento e os esforços dos principais investidores em se afastar das acusações. Enquanto a Polícia Federal continua seu trabalho de apuração, os acionistas buscam manter a narrativa de que foram vítimas de uma fraude perpetrada por pessoas em quem confiavam. O próximo passo das investigações deve revelar se essa versão dos fatos se sustenta ou se há evidências de envolvimento mais direto dos acionistas controladores.

Acionistas e conselho foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria
— Nota dos acionistas via LTS
Compromisso de colaborar plenamente com as autoridades para esclarecer os fatos
— Declaração dos acionistas
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que esses acionistas sentiram necessidade de se pronunciar justamente quando a operação foi deflagrada?

Model

Porque o timing importa. Uma operação da Polícia Federal é um sinal de que as investigações estão se aprofundando e podem estar chegando perto deles. Ao falar primeiro, eles tentam controlar a narrativa — dizem que foram enganados antes que as evidências digam outra coisa.

Inventor

Mas eles realmente não sabiam o que estava acontecendo?

Model

Essa é a pergunta que a Operação Disclosure está tentando responder. Eles afirmam que o conselho foi continuamente enganado. Mas um rombo de R$ 54 bilhões é difícil de esconder completamente. A investigação vai tentar descobrir o que eles sabiam e quando sabiam.

Inventor

E se a defesa deles for verdadeira? Se realmente foram enganados?

Model

Então eles saem dessa como vítimas de uma fraude corporativa. Mas a lei também pode questionar se acionistas controladores de uma empresa dessa magnitude têm responsabilidade de supervisão — se deveriam ter visto sinais de alerta.

Inventor

Qual é o risco real para eles agora?

Model

Depende do que a Polícia Federal encontrar. Se houver evidências de que sabiam ou deveriam ter sabido, podem enfrentar acusações criminais. Se a narrativa deles se sustentar, o risco diminui. Por enquanto, eles estão apostando em colaboração total e na ideia de que foram enganados.

Inventor

A recuperação judicial da empresa muda algo nesse cenário?

Model

Muda porque a recuperação judicial é um processo que envolve credores, juízes e escrutínio público. Enquanto isso, a Polícia Federal está investigando criminalmente. Os dois processos correm em paralelo, e o que um descobre pode afetar o outro.

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