Americana Tilt adquire Blipay e expande operações de crédito no Brasil

Trazendo infraestrutura global para um dos mercados de crédito mais promissores
Warren Hogarth, CEO da Tilt, explicando a estratégia de entrada no Brasil através da aquisição da Blipay.

Em um país onde 21 milhões de adultos ainda vivem à margem do sistema bancário formal, a aquisição da Blipay pela americana Tilt representa mais do que uma transação comercial — é o reconhecimento de que a exclusão financeira é, também, uma oportunidade de mercado com escala global. A operação marca a primeira saída de portfólio da SRM Ventures e traz ao Brasil uma empresa forjada em mercados emergentes do México às Filipinas, armada com inteligência artificial e dados de fluxo de caixa em tempo real para oferecer crédito a quem os bancos tradicionais ignoram.

  • Vinte e um milhões de brasileiros sem acesso ao sistema bancário formal representam uma lacuna que o mercado convencional não fecha — e que atrai capital internacional disposto a preencher.
  • A Tilt, fundada em São Francisco em 2016 e liderada por um ex-sócio da Sequoia Capital, chega ao Brasil com modelo já testado em mercados emergentes e tecnologia de avaliação de crédito que dispensa o score tradicional.
  • A venda da Blipay pela SRM Ventures prova que o modelo de investimento em três estágios da gestora funciona: da integração à plataforma até a estruturação de um FIDC próprio e, agora, a saída com retorno tangível.
  • Com R$ 2 bilhões em originação acumulada e meta de R$ 3 bilhões até o fim do ano, a SRM Ventures acelera a expansão do portfólio de 12 para 16 fintechs, sinalizando consolidação crescente no setor de crédito digital.
  • O cofundador da Blipay permanece à frente da operação após a aquisição, sugerindo continuidade estratégica enquanto a Tilt usa a fintech brasileira como base para sua expansão no país.

A Blipay, fintech brasileira criada em 2021 para levar crédito a quem os bancos ignoram, foi adquirida pela Tilt, empresa americana sediada em São Francisco. A transação é historicamente relevante para a SRM Ventures, braço de venture capital da SRM Asset: trata-se de sua primeira saída de portfólio, sinal de que o modelo de investimento em fintechs começa a converter apostas em retornos concretos.

A Blipay opera em um nicho preciso: usando open banking e Pix, oferece crédito a pessoas com histórico fraco ou sem acesso ao sistema bancário formal. O mercado potencial é imenso — o Banco Central estima 21 milhões de adultos brasileiros nessa condição. Felipe Ziliotti, cofundador e CEO da Blipay, permanecerá na empresa após a aquisição e celebrou a escolha da parceira: a Tilt já percorreu esse caminho em grande escala no México, nas Filipinas e na Índia.

Fundada em 2016 e liderada por Warren Hogarth, ex-sócio da Sequoia Capital, a Tilt avalia risco de crédito sem depender de score tradicional — usa algoritmos de inteligência artificial e análise de fluxo de caixa em tempo real. Seu portfólio de produtos inclui cartões sem garantia, adiantamentos sem juros e ferramentas de gestão financeira pessoal.

Para a SRM Ventures, a venda ilustra seu modelo em três estágios: integração à plataforma, apoio à criação de veículo próprio de captação — no caso da Blipay, um FIDC estruturado em 2025 — e, por fim, a saída do investimento. A gestora, com patrimônio de R$ 500 milhões e 12 fintechs em carteira, pretende chegar a 16 até o fim de 2026. As empresas do portfólio acumulam R$ 2 bilhões em originação, com meta de R$ 3 bilhões ainda este ano. A chegada da Tilt ao Brasil, com a Blipay como base operacional, reforça que o crédito digital para excluídos financeiros segue atraindo capital internacional — e acelerando a consolidação do setor.

A Blipay, fintech brasileira fundada em 2021, acaba de ser adquirida pela Tilt, empresa americana de crédito baseada em São Francisco. A transação marca um ponto de inflexão importante: é a primeira saída de portfólio da SRM Ventures, o braço de venture capital da SRM Asset, sinalizando que o modelo de investimento em fintechs começa a gerar retornos tangíveis.

A Blipay opera em um nicho específico do mercado financeiro. Usando dados obtidos via open banking e processando pagamentos através do Pix, a plataforma oferece crédito a pessoas que os bancos tradicionais deixam de lado — aqueles com histórico de crédito fraco ou simplesmente sem acesso ao sistema bancário formal. Segundo dados do Banco Central, 21 milhões de adultos brasileiros estão fora do sistema bancário, um mercado potencial que atrai empresas como a Tilt. Felipe Ziliotti, cofundador e CEO da Blipay, permanecerá na companhia após a aquisição. "A Tilt era a parceira que buscávamos, pois eles já fizeram exatamente isso em grande escala em mercados como o nosso", afirmou.

A Tilt chega ao Brasil com experiência acumulada em outros mercados emergentes. Fundada em 2016 e liderada por Warren Hogarth, ex-sócio da Sequoia Capital, a empresa já opera no México, nas Filipinas e na Índia. Seu modelo de negócio se baseia em análise de fluxo de caixa em tempo real e algoritmos de inteligência artificial para avaliar o risco de crédito de indivíduos que não têm score tradicional. Além de linhas de crédito direto, a Tilt oferece cartões de crédito sem garantia através de parceiros, adiantamentos sem juros e ferramentas de gestão financeira pessoal como poupança automática e monitoramento de gastos.

Para a SRM Ventures, a venda da Blipay representa o primeiro grande retorno de seu modelo de investimento em três estágios. No primeiro estágio, startups se integram à plataforma da SRM e acessam recursos dos fundos, mantendo a receita do crédito em troca de uma participação minoritária no equity. No segundo, a gestora apoia a criação de um veículo proprietário — no caso da Blipay, um FIDC estruturado em 2025 — para que a empresa levante recursos de forma independente. O terceiro estágio é a saída do investimento, como ocorreu agora. A SRM investiu na Blipay em 2023, quando ainda estava em fase inicial.

O portfólio da SRM Ventures conta atualmente com 12 fintechs e a gestora pretende chegar a 16 até o final de 2026. O fundo tem patrimônio de R$ 500 milhões. As empresas do portfólio acumulam R$ 2 bilhões em originação de crédito até agora, com projeção de alcançar R$ 3 bilhões até o fim deste ano. Marcos Mansur, sócio-fundador do grupo SRM, explicou que o modelo permite que as startups cresçam com suporte estruturado enquanto a gestora constrói uma carteira diversificada de fintechs de crédito. A entrada da Tilt no Brasil, agora com a Blipay como base operacional, sinaliza que o mercado de crédito digital para excluídos financeiros segue atraindo capital internacional e consolidação.

A Tilt era a parceira que buscávamos, pois eles já fizeram exatamente isso em grande escala em mercados como o nosso
— Felipe Ziliotti, cofundador e CEO da Blipay
Estamos trazendo nossa infraestrutura global e todo o conhecimento adquirido no México, nas Filipinas e na Índia para um dos mercados de crédito mais promissores do mundo
— Warren Hogarth, cofundador e CEO da Tilt
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que a Tilt escolheu a Blipay especificamente, em vez de construir do zero no Brasil?

Model

A Blipay já tinha a infraestrutura, os dados e, mais importante, o relacionamento com o mercado. Começar do zero levaria meses ou anos. Comprando uma empresa que já opera, a Tilt ganha velocidade e credibilidade.

Inventor

Mas 21 milhões de pessoas fora do sistema bancário — isso é realmente um mercado ou é risco concentrado?

Model

É ambos. Essas pessoas precisam de crédito, mas são de alto risco por definição. A Tilt apostou que sua tecnologia de IA consegue precificar esse risco melhor do que os bancos tradicionais fazem.

Inventor

E a SRM Ventures? Essa é a primeira saída. Significa que o modelo funcionou?

Model

Significa que funcionou bem o suficiente para atrair um comprador internacional. Mas é cedo para dizer se foi um grande sucesso financeiro. O que importa agora é se a Blipay continua crescendo sob a Tilt.

Inventor

O que muda para o usuário da Blipay?

Model

Provavelmente pouco no curto prazo. A Tilt vai manter a marca e a operação. Mas agora tem acesso ao capital global da Tilt e à experiência dela em mercados similares. Isso pode significar produtos melhores e mais crédito disponível.

Inventor

A SRM quer chegar a 16 fintechs até o fim do ano. Isso é crescimento agressivo?

Model

Para um fundo de R$ 500 milhões, é ambicioso mas não irreal. O que vai determinar o sucesso é se essas empresas conseguem escalar sem explodir em risco de crédito.

Quieres la nota completa? Lee el original en pipelinevalor ↗
Contáctanos FAQ