Álvaro Dias, ex-governador do Paraná que liderava as pesquisas para o Senado com 20% das intenções de voto, anunciou sua desistência da candidatura ao constatar que as condições internas do grupo político do governador Ratinho Jr. não permitiam uma candidatura de unidade. Sua retirada não foi derrota nas urnas, mas reconhecimento de que a política se constrói em arranjos coletivos — e que forçar o caminho seria trair o próprio legado. No gesto de recuar, Dias deixou uma lição sobre os limites entre ambição pessoal e responsabilidade política.