Enquanto as cidades continuam a expandir-se pela América do Norte, os coiotes oferecem uma janela rara para observar a evolução não como um processo de milénios, mas como uma resposta viva ao presente. Investigadoras da Universidade de Washington em Saint Louis identificaram genes candidatos — como o AMY2B, ligado à digestão do amido — que sugerem como estes canídeos estão a reescrever o seu próprio código genético para sobreviver entre o asfalto e os resíduos humanos. É um lembrete de que a natureza não espera pela nossa compreensão: adapta-se, silenciosamente, enquanto não estamos a olhar.