Uma cidade da inovação onde harmonia entre tecnologia e natureza é o fio condutor
Em Almada, na margem sul da área metropolitana de Lisboa, toma forma um projeto que vai além da construção: é uma aposta civilizacional na ideia de que inovação, natureza e comunidade podem coexistir num mesmo território. Com 800 milhões de euros de investimento, liderado pela Universidade Nova de Lisboa, o Innovation District propõe-se criar 17 mil empregos e uma nova centralidade tecnológica europeia — um gesto que revela tanto sobre o que Lisboa ainda não tem como sobre o que Almada quer tornar-se.
- Lisboa cresce e densifica-se sem parar, e a pressão sobre espaço, talento e qualidade de vida empurra a inovação para a outra margem do Tejo.
- Um investimento de 800 milhões de euros — maioritariamente europeu e privado — vai transformar mais de 100 hectares em Almada numa cidade dedicada ao conhecimento e à tecnologia.
- O projeto promete 17 mil postos de trabalho, mil habitações e 4.500 novos residentes, com um quarto da área reservado a espaços verdes para equilibrar escala e qualidade de vida.
- A conectividade é o argumento central: dez minutos de metro até às praias, ligações fluviais renovadas e vinte minutos até ao aeroporto tornam o distrito atrativo para empresas e profissionais internacionais.
- A Universidade Nova de Lisboa lidera, o município de Almada apoia, e investidores nacionais e estrangeiros apostam — a ambição partilhada é fazer da região metropolitana de Lisboa a Silicon Valley europeia.
Almada está prestes a ganhar uma cidade inteira dedicada à inovação. O Innovation District, com um investimento inicial de 800 milhões de euros — maioritariamente europeu e privado —, promete transformar a margem sul da região metropolitana de Lisboa, criando 17 mil postos de trabalho, mil habitações e atraindo cerca de 4.500 novos residentes. A ambição declarada é fazer da área metropolitana de Lisboa a Silicon Valley europeia.
O projeto ocupa mais de 100 hectares e 4 quilómetros quadrados, expandindo-se a partir do campus da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa pelas zonas do Monte da Caparica e Porto Brandão. Um quarto da área será dedicado a espaços verdes, numa visão que combina tecnologia, conhecimento, cultura e natureza — considerada essencial para atrair talento.
A conectividade é um dos argumentos mais fortes do projeto: dez minutos de metro até às praias, ligações fluviais renovadas no Porto Brandão e vinte minutos até ao aeroporto Humberto Delgado posicionam o distrito numa encruzilhada de acessibilidades difícil de ignorar.
José Ferreira Machado, vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa, descreveu o projeto como uma verdadeira cidade da inovação onde a harmonia entre diferentes dimensões seria o fio condutor. Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, enquadrou-o como o grande desafio dos próximos anos para o município — uma aposta estratégica para se afirmar como alternativa viável a Lisboa e como polo de inovação europeu.
Almada está prestes a ganhar uma cidade inteira dedicada à inovação. O projeto, que arranca nos próximos anos, representa um investimento inicial de 800 milhões de euros — maioritariamente de origem europeia e de investidores privados — e promete transformar completamente a margem sul da região metropolitana de Lisboa. Quando estiver completo, o Innovation District terá criado 17 mil postos de trabalho, construído mil novas habitações e atraído cerca de 4.500 novos residentes para a zona. A ambição declarada é clara: fazer da área metropolitana de Lisboa a Silicon Valley europeia.
O projeto ocupa mais de 100 hectares e estende-se por 4 quilómetros quadrados, uma escala que o torna verdadeiramente uma cidade dentro de uma cidade. Será construído nas áreas circundantes do atual campus da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, expandindo-se pelas zonas do Monte da Caparica e Porto Brandão. O desenho urbano reflete uma visão integrada: um quarto de toda a área será dedicado a espaços verdes, criando uma harmonia entre tecnologia, conhecimento, cultura e natureza que os promotores consideram essencial para atrair talento.
A conectividade foi pensada com detalhe. O novo distrito ficará a apenas dez minutos de metro da superfície até às praias, transformando a proximidade ao oceano numa vantagem competitiva. As ligações fluviárias no Porto Brandão serão renovadas e melhoradas, oferecendo uma alternativa de transporte para Lisboa. O aeroporto Humberto Delgado fica a vinte minutos de distância, posicionando o projeto numa encruzilhada de acessibilidades que o torna atrativo tanto para empresas como para trabalhadores.
José Ferreira Machado, vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa, apresentou o projeto com entusiasmo evidente, descrevendo-o como verdadeiramente uma cidade da inovação onde a harmonia entre diferentes dimensões — cultura, tecnologia, conhecimento e natureza — seria o fio condutor. A iniciativa é liderada pela universidade, com apoio do município de Almada e de vários investidores estrangeiros e nacionais que reconhecem o potencial da localização e da estratégia.
Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, enquadrou o projeto como o grande desafio dos próximos anos para o município. A aposta é clara: enquanto Lisboa continua a crescer e a densificar-se, Almada posiciona-se como alternativa viável para empresas e profissionais que procuram espaço, qualidade de vida e proximidade a uma metrópole europeia. O Innovation District representa não apenas um investimento em infraestrutura, mas uma aposta estratégica na capacidade de atrair e reter talento tecnológico numa região que pretende consolidar-se como polo de inovação europeu.
Citas Notables
Será verdadeiramente uma cidade da inovação e de harmonia entre cultura, tecnologia, conhecimento e a natureza— José Ferreira Machado, vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa
Este é o grande projeto para os próximos anos— Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Porque é que a Universidade Nova de Lisboa lidera isto e não uma empresa privada de desenvolvimento imobiliário?
Porque a universidade traz credibilidade académica e uma visão de longo prazo. Não é apenas sobre construir e vender — é sobre criar um ecossistema onde a investigação, o ensino e a inovação empresarial convivem.
Mil casas para 4.500 pessoas — as contas não batem.
Verdade. Significa que muitas pessoas virão trabalhar mas viverão noutros sítios, ou que haverá habitações de maior densidade. É um ponto de tensão que o projeto não esclarece completamente.
Vinte minutos para o aeroporto — isso é marketing ou realidade?
É realidade em condições normais de trânsito. Mas Almada já sofre com congestionamentos. Se 17 mil novos empregos chegarem, as estradas podem não acompanhar.
Porque é que isto é importante agora, em 2021?
Porque Lisboa está saturada. Os preços explodiram, o espaço é escasso. Almada oferece uma válvula de escape — espaço, verde, proximidade. É o momento em que a margem sul deixa de ser dormitório e passa a ser destino.
E se não conseguirem atrair os investidores que prometem?
Então fica um projeto a meio, como tantos outros. Mas a aposta é que a combinação de universidade, localização e apoio municipal é suficientemente atrativa.