Alcione anuncia 'macumbinha' contra Trump e pede que deixe Brasil em paz

Nessa terra tem uma coisa que ele não tem lá: macumba
Alcione explicou sua intenção de realizar um ritual espiritual contra Trump durante programa da TV Globo.

Em plena transmissão nacional, a cantora Alcione transformou um estúdio de televisão em tribuna política ao anunciar que realizaria um ritual de macumba contra Donald Trump, pedindo que o presidente americano cesse suas interferências no Brasil e deixe em paz o ministro do STF Alexandre de Moraes. O gesto, carregado de simbolismo cultural e espiritual, revelou como a tensão entre soberania nacional e pressão externa encontra expressão nos espaços mais inesperados da vida pública. A declaração, feita no sábado, 2 de agosto de 2025, no programa 'É de Casa' da TV Globo, rapidamente ultrapassou os limites do entretenimento e se tornou mais um capítulo na profunda polarização que divide o Brasil contemporâneo.

  • Em rede nacional, Alcione anunciou que faria uma macumba para Trump 'largar o Brasil em paz' — uma declaração que misturou espiritualidade, soberania e provocação política em poucas palavras.
  • Vídeos do momento se espalharam pelas redes sociais com urgência, transformando um comentário matinal em combustível para o debate político nacional.
  • O vereador Gilson Machado Filho, do PL, respondeu invocando 'guerra espiritual' e sugerindo que os donos da Globo fossem incluídos em sanções internacionais previstas pela Lei Magnitsky.
  • O episódio expõe a fratura entre quem vê na fala de Alcione um ato legítimo de defesa da soberania nacional e quem a interpreta como afronta merecedora de resposta institucional severa.

No sábado, 2 de agosto de 2025, Alcione estava no estúdio do 'É de Casa', na TV Globo, quando decidiu ir além da música. Com a naturalidade de quem domina o palco, a cantora anunciou que faria 'uma macumbinha' para Donald Trump — pedindo que o presidente americano deixasse o Brasil em paz e parasse de pressionar o ministro do STF Alexandre de Moraes. A declaração foi direta, feita em rede nacional, e enquadrada por Alcione como um gesto cultural: 'Nessa terra, tem uma coisa que ele não tem lá: macumba', disse ela.

A repercussão foi imediata. Vídeos circularam nas redes com alertas de urgência, e o que começou como um comentário em programa matinal rapidamente se converteu em material de disputa política. A reação conservadora veio pelo vereador recifense Gilson Machado Filho, do PL, que publicou no X que 'a guerra espiritual existe' e que, por isso, é preciso 'ajoelhar no chão todos os dias e falar com Deus'. Ele foi além e sugeriu que os donos da TV Globo fossem incluídos na Lei Magnitsky, legislação americana voltada a sanções por violações de direitos humanos e corrupção.

O episódio condensa, em poucas horas, a polarização que atravessa o Brasil: de um lado, uma artista usando a televisão aberta para expressar preocupação com soberania e proteção a um ministro sob pressão internacional; do outro, políticos que enxergam na fala uma provocação que exige resposta institucional. A macumba de Alcione, no fim, era muito mais do que espiritismo — era um gesto político sobre os limites do que o Brasil aceita de interferências externas.

Alcione estava no estúdio do programa "É de Casa", na TV Globo, quando decidiu falar sobre Donald Trump. A cantora, com a naturalidade de quem conhece bem o palco, anunciou que faria "uma macumbinha" para o presidente dos Estados Unidos. Não era uma ameaça velada — era uma declaração direta, feita em rede nacional no sábado, 2 de agosto de 2025.

O que motivou a fala foi a percepção de Alcione sobre interferências americanas nos assuntos brasileiros. Ela pediu explicitamente que Trump "deixe o Brasil em paz" e que "largue" o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A artista enquadrou sua intenção em termos culturais, invocando a tradição das práticas espirituais brasileiras. "Nessa terra, tem uma coisa que ele não tem lá: macumba. Será que a macumba deles é boa? Vou fazer uma para ele hoje para ele largar o Brasil em paz", disse ela no programa.

A fala repercutiu rapidamente. Vídeos do momento circularam nas redes sociais, marcados com alertas de urgência. O que começou como um comentário em um programa de TV matinal transformou-se em material de debate político.

A reação veio de setores conservadores. Gilson Machado Filho, vereador de Recife pelo PL e filho do ex-ministro de Turismo Gilson Machado, criticou Alcione publicamente. Ele postou no X que "a guerra espiritual existe" e que por isso "temos que ajoelhar no chão todos os dias e falar com Deus". Mas sua crítica não parou aí. Machado Filho sugeriu que os donos da TV Globo deveriam ser incluídos na Lei Magnitsky — a legislação americana que permite sanções contra indivíduos e entidades envolvidas em violações de direitos humanos ou corrupção.

O episódio ilustra a polarização que marca o debate político brasileiro naquele momento. De um lado, uma artista usando o espaço público para expressar preocupação com soberania nacional e proteção a um ministro que enfrenta pressões internacionais. Do outro, políticos que veem na fala uma afronta que merecia resposta institucional severa. A macumba de Alcione, portanto, não era apenas sobre espiritismo — era um gesto político, uma forma de dizer que havia limites para o que o Brasil aceitaria de interferências externas.

Nessa terra, tem uma coisa que ele não tem lá: macumba. Será que a macumba deles é boa? Vou fazer uma para ele hoje para ele largar o Brasil em paz
— Alcione, no programa 'É de Casa' da TV Globo
A guerra espiritual existe, por isso temos que ajoelhar no chão todos os dias e falar com Deus. Só acho que os donos da TV Globo também deveriam entrar na lei Magnitsky
— Gilson Machado Filho, vereador de Recife pelo PL
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que você acha que Alcione escolheu falar sobre isso justamente naquele momento, em um programa de TV?

Model

Ela estava em um espaço onde sua voz alcança muita gente. Não era uma conversa privada — era uma declaração pública, intencional. Alcione estava dizendo algo que muita gente pensava.

Inventor

E a escolha de usar "macumba" especificamente? Por que não simplesmente criticar Trump?

Model

Porque macumba é brasileiro. É uma forma de dizer: isso aqui é nosso, tem poder próprio, não precisa de validação de fora. Era uma afirmação de identidade cultural, não só política.

Inventor

A reação do vereador foi desproporcional?

Model

Ele viu uma oportunidade. Transformou um comentário em um caso de segurança nacional, sugeriu sanções internacionais. Para ele, era política de verdade.

Inventor

Você acha que isso muda algo na relação entre Brasil e EUA?

Model

Não muda nada oficialmente. Mas mostra que há brasileiros dispostos a falar publicamente contra pressões americanas. Isso tem peso simbólico.

Inventor

E Alexandre de Moraes? Por que ele estava no centro dessa conversa?

Model

Porque ele é o símbolo da tensão. Trump e seus aliados o veem como um obstáculo. Alcione o defendeu. Era sobre isso.

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