Alan Rick lidera pesquisa para governo do Acre em 2026 com 13 pontos de vantagem

Mais da metade dos eleitores ainda não sabe em quem votar
Na pesquisa espontânea, 53% dos entrevistados não conseguem nomear um candidato à governança.

A mais de um ano das eleições de 2026, o Acre começa a revelar seus contornos políticos: uma pesquisa do Real Time Big Data coloca o senador Alan Rick à frente na corrida ao governo estadual, com 39% das intenções de voto estimuladas, mas mais da metade dos eleitores ainda não sabe em quem votará — um lembrete de que mapas eleitorais traçados tão cedo são, antes de tudo, retratos provisórios de um estado de espírito coletivo ainda em formação.

  • Alan Rick lidera com 39% no cenário estimulado, 13 pontos à frente da governadora Mailza Assis, mas a vantagem convive com uma eleição longe de estar decidida.
  • Na pesquisa espontânea, 53% dos eleitores disseram não saber em quem votariam — um sinal de que o campo está aberto e qualquer movimento pode redesenhar o quadro.
  • Bocalom enfrenta o maior obstáculo: 55% dos eleitores afirmam que jamais votariam nele, tornando-o o candidato com maior rejeição entre os três principais nomes.
  • Nas simulações de segundo turno, Rick venceria tanto Mailza quanto Bocalom, mas os números de rejeição e indecisão indicam que a consolidação dessa liderança ainda depende de muitos capítulos.
  • Para o Senado, Gladson Cameli lidera com 27%, seguido por Márcio Bittar e Jorge Viana, numa disputa pelas duas vagas que favorece os nomes já enraizados no imaginário político acreano.

O Real Time Big Data divulgou nesta quinta-feira uma pesquisa eleitoral para o Acre que oferece a primeira fotografia mais detalhada da corrida ao governo estadual em 2026. No cenário estimulado, Alan Rick, do Republicanos, aparece com 39% das intenções de voto, deixando a governadora Mailza Assis, do PP, com 26%, e Tião Bocalom, do PSDB, com 18%. Thor Dantas soma 5%, e 6% optam por branco, nulo ou nenhum.

Mas a pesquisa espontânea — aquela feita sem apresentar os nomes — revela uma eleição muito mais aberta. Rick mantém a liderança com apenas 15%, e o dado mais expressivo é que 53% dos entrevistados disseram não saber em quem votariam. Esse número sugere que há espaço considerável para mudanças até outubro de 2026.

Nas simulações de segundo turno, Rick venceria Mailza por 46% a 35%, e Bocalom por 55% a 26%. Num cenário sem Rick, Mailza superaria Bocalom com 40% contra 28%. A pesquisa de rejeição aprofunda o problema de Bocalom: 55% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum, ante 39% para Rick e 32% para Mailza.

Para o Senado, a disputa pelas duas vagas tem Gladson Cameli na liderança com 27%, seguido por Márcio Bittar com 18% e Jorge Viana com 15%. Mara Rocha aparece com 11% e Sérgio Petecão com 6%.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores nos dias 16 e 17 de junho, com margem de erro de 2 pontos percentuais e 95% de confiança, registrada no TSE sob o número AC-04914/2026. Como toda sondagem realizada tão distante do pleito, ela é um retrato do momento — útil para entender o humor político atual, mas sujeito a revisões à medida que a campanha tomar forma.

O instituto Real Time Big Data divulgou nesta quinta-feira uma fotografia do cenário eleitoral acreano para 2026, e a imagem que emerge é a de uma disputa ainda em formação, com Alan Rick emergindo como o candidato mais forte no momento, mas com uma margem que não apaga as incertezas que cercam a corrida.

Na pesquisa estimulada — aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — Rick, do Republicanos, aparece com 39% das intenções de voto, deixando Mailza Assis, do PP e atual governadora, com 26%. A diferença de 13 pontos percentuais coloca o candidato republicano em posição confortável no primeiro turno. Tião Bocalom, do PSDB, fica em terceiro lugar com 18%, enquanto Thor Dantas, do PSB, soma 5%. Eudo Raffael, do PCB, não consegue registrar percentual significativo. Seis por cento dos entrevistados optam por ninguém, branco ou nulo, e outros 6% não sabem ou não opinaram.

Mas há um detalhe que complica a narrativa de uma liderança consolidada. Quando o Real Time Big Data perguntou aos eleitores em quem votariam sem apresentar os nomes — a chamada pesquisa espontânea — o quadro muda radicalmente. Rick mantém a dianteira com 15%, mas Mailza cai para 8%, Bocalom para 6%, e Gladson Cameli aparece com 3%. O que chama atenção, porém, é que 53% dos entrevistados responderam não saber em quem votariam. Esse número expressivo sugere que a eleição está longe de estar decidida, e que há espaço considerável para movimentações entre agora e outubro de 2026.

As simulações de segundo turno reforçam a força de Rick, mas com nuances importantes. Contra Mailza Assis, ele venceria com 46% contra 35%, deixando 10% para ninguém, branco ou nulo, e 9% sem opinião. Contra Bocalom, a vantagem é ainda mais ampla: 55% para Rick contra 26% para o tucano. Num cenário sem Rick, Mailza venceria Bocalom com 40% contra 28%. Esses números sugerem que Bocalom é o candidato com maior rejeição entre os três principais nomes.

De fato, a pesquisa de rejeição revela que Bocalom é o nome que os eleitores menos querem ver na urna. Cinquenta e cinco por cento dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Rick aparece com 39% de rejeição, e Mailza com 32%. Thor Dantas soma 27%, e Eudo Raffael, 21%. Apenas 1% dos entrevistados disse que votaria em todos os candidatos.

Para o Senado, a disputa é por duas cadeiras, e os números refletem uma preferência clara pelos nomes já conhecidos. Gladson Cameli, também do PP, lidera com 27%. Márcio Bittar, do PL, vem em seguida com 18%, e Jorge Viana, do PT, com 15%. Mara Rocha, do Republicanos, aparece com 11%, enquanto Sérgio Petecão, do PSD, soma 6%. Os demais candidatos — Dr. Eduardo Velloso, da Solidariedade; Inácio Moreira, da Rede; e Júnior Feitosa, do DC — ficam com 5%, 4% e 1%, respectivamente. Seis por cento optam por ninguém, branco ou nulo, e 7% não sabem ou não opinaram.

A pesquisa foi realizada pelo Real Time Big Data nos dias 16 e 17 de junho, com 1.600 entrevistados no Acre. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número AC-04914/2026. É importante notar que pesquisas eleitorais são uma leitura de momento, baseada em amostras representativas, e que fatores como metodologia, composição da amostra e forma de formulação das perguntas podem influenciar os resultados. Em 2022, por exemplo, pesquisas apontaram discrepâncias relevantes em relação aos resultados das urnas. Ainda assim, esses números servem como ferramenta de informação para entender o humor político do estado neste momento específico, e têm potencial de influenciar decisões de partidos, lideranças políticas e até mesmo o mercado financeiro.

Pesquisas eleitorais são uma leitura de momento, baseada em amostras representativas da população
— Gazeta do Povo
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que Alan Rick sai tão à frente se mais da metade dos eleitores ainda não sabe em quem vai votar?

Model

Porque quando você apresenta os nomes, ele é o que mais ressoa. Mas você está certo em notar a contradição. Cinquenta e três por cento de indecisos na espontânea é um sinal de que essa liderança pode ser mais frágil do que parece.

Inventor

E a rejeição dele — 39% — é alta demais para alguém que lidera?

Model

Não é ideal, mas é menor que a de Bocalom. Rick tem uma base que o apoia, mas também tem gente que o rejeita. Isso é comum em política.

Inventor

Mailza Assis é a governadora. Como ela cai tanto na pesquisa espontânea?

Model

Porque as pessoas não lembram dela de cabeça quando perguntadas assim. Mas quando veem o nome, reconhecem. Ela tem uma base, mas não é tão orgânica quanto a de Rick.

Inventor

E para o Senado? Cameli lidera com 27%, mas são duas vagas. Como isso funciona?

Model

Cada eleitor pode votar em dois candidatos. Então Cameli com 27% não significa que ele vai sozinho. Bittar e Viana juntos somam 33%, o que sugere que a disputa pelas duas cadeiras está aberta.

Inventor

Qual é o risco maior para Rick neste momento?

Model

Que a campanha mude o jogo. Pesquisa é fotografia. Ele está bem agora, mas tem meses pela frente. E tem gente que ainda não decidiu.

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