Na última sexta-feira, o grupo Águas de Portugal tornou-se alvo de um ciberataque de elevada sofisticação que perturbou os seus sistemas administrativos e canais de comunicação, sem contudo comprometer o abastecimento ou a qualidade da água que chega às torneiras de milhões de portugueses. O incidente recorda-nos que as infraestruturas críticas, mesmo quando cumprem a sua missão essencial, habitam um território cada vez mais contestado por ameaças invisíveis. As autoridades investigam, os técnicos restauram, e a organização navega a incerteza de uma recuperação sem prazo definido.