IA não substitui programadores: engenharia cresce 55% nas contratações tech

A IA está a transformar a profissão, não a eliminá-la
Os dados mostram que engenheiros continuam altamente procurados, com contratações a crescer apesar da desaceleração geral do setor.

Enquanto o debate sobre a inteligência artificial e o emprego domina o imaginário coletivo, os dados do mercado tecnológico revelam uma realidade mais matizada: os engenheiros não estão a desaparecer, estão a transformar-se. A proporção de engenheiros nas contratações das grandes empresas tecnológicas cresceu de 46% para 55% desde 2019, sugerindo que a IA amplifica o valor humano em vez de o substituir. Como tantas vezes acontece na história da tecnologia, a ferramenta redefine o artesão sem o tornar obsoleto.

  • Durante dois anos, previsões alarmistas anunciaram o fim da engenharia de software tal como a conhecemos — mas os números recusam-se a confirmar o apocalipse.
  • As contratações gerais no setor tecnológico caíram 25% face a 2019, criando uma atmosfera de incerteza que alimenta o medo de substituição em massa.
  • Os engenheiros resistem à tendência: a sua quebra de contratação foi de apenas 11%, e as startups em fase inicial contrataram até mais 7% de engenheiros em 2025 do que em 2019.
  • A IA está a automatizar o trabalho repetitivo — testes, refatoração, código boilerplate — libertando os profissionais para arquitetura, estratégia e resolução de problemas complexos.
  • As ofertas de emprego em tecnologia cresceram cerca de 14% desde o início do ano, com destaque para infraestrutura de IA e hardware, sinalizando transformação e não colapso.
  • O perfil do engenheiro está a evoluir para funções de desenho, validação e supervisão de sistemas de IA — uma redefinição da profissão, não a sua extinção.

Há dois anos que as previsões se sucedem: a inteligência artificial vai eliminar milhares de postos de trabalho em engenharia de software. Os números mais recentes, porém, contam uma história diferente.

Um relatório da SignalFire mostra que, apesar da desaceleração geral nas contratações tecnológicas — menos 25% face a 2019 —, os engenheiros continuam entre os profissionais mais procurados. A quebra nos cargos de engenharia foi de apenas 11%, e o dado mais revelador é que os engenheiros representam agora 55% das novas contratações nas principais empresas tecnológicas, quando em 2019 esse valor era de 46%. Nas startups, a tendência é ainda mais clara: contrataram mais 7% de engenheiros em 2025 do que em 2019.

O que está realmente a acontecer é uma transformação no tipo de trabalho. A IA automatiza tarefas repetitivas — testes, refatoração, código boilerplate —, libertando tempo para atividades de maior valor: arquitetura de software, desenho de sistemas complexos, resolução de problemas. Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou que os engenheiros da empresa estão "mais ocupados do que nunca" desde que adotaram ferramentas de IA generativa, precisamente porque conseguem desenvolver mais projetos com maior velocidade.

Dados da TrueUp reforçam a leitura: as ofertas de emprego em tecnologia cresceram cerca de 14% desde o início do ano, com destaque para infraestrutura de IA e hardware. O mercado está em transformação, não em colapso. O engenheiro do futuro será menos focado na escrita manual de código e mais orientado para o desenho de soluções, validação e supervisão de sistemas baseados em IA — uma evolução do perfil, não uma extinção da profissão.

Há dois anos que as previsões se sucedem: a inteligência artificial vai eliminar milhares de postos de trabalho em engenharia de software. Os programadores estão condenados. Mas os números mais recentes contam uma história completamente diferente.

Um relatório da SignalFire, que acompanha o mercado de trabalho tecnológico, mostra que apesar da desaceleração geral nas contratações do setor, os engenheiros continuam a ser dos profissionais mais procurados. As grandes empresas tecnológicas contrataram menos 25% de trabalhadores em comparação com 2019. Mas quando se olha apenas para os cargos de engenharia, a quebra foi de apenas 11%. O dado mais revelador: os engenheiros representam agora 55% de todas as novas contratações nas principais empresas tecnológicas, quando em 2019 esse valor era de 46%.

A tendência repete-se nas startups. As empresas em fase inicial contrataram mais 7% de engenheiros em 2025 do que em 2019, o que contradiz diretamente a narrativa de substituição. O que está realmente a acontecer é uma transformação profunda no tipo de trabalho que os engenheiros fazem.

Os especialistas apontam para um cenário onde a inteligência artificial aumenta a produtividade em vez de a eliminar. Ferramentas como assistentes de programação automatizam tarefas repetitivas — testes, refatoração, código boilerplate — libertando tempo para atividades que exigem pensamento estratégico: arquitetura de software, desenho de sistemas complexos, resolução de problemas. Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou recentemente que desde que todos os engenheiros da empresa começaram a usar ferramentas de IA generativa, estão "mais ocupados do que nunca", precisamente porque conseguem desenvolver mais projetos e responder a novos desafios com maior velocidade.

Os despedimentos continuam a fazer manchetes, mas outros indicadores sugerem que a procura por talento técnico permanece elevada. Dados da TrueUp revelam que as ofertas de emprego em empresas tecnológicas cresceram cerca de 14% desde o início do ano, com destaque particular para áreas ligadas à infraestrutura de IA e hardware. O mercado está em transformação, não em colapso.

Isso não significa que a profissão seja imune às mudanças. A IA está a alterar profundamente a forma como os engenheiros trabalham, exigindo novas competências e uma relação diferente com as ferramentas. O engenheiro do futuro será provavelmente menos focado na escrita manual de código e mais orientado para o desenho de soluções, validação, supervisão e integração de sistemas baseados em IA. É uma evolução do perfil, não uma extinção da profissão.

Para quem receava uma substituição rápida e em massa, os dados atuais sugerem o oposto: a tecnologia está a transformar a profissão, mas continua a aumentar a necessidade de profissionais qualificados para desenvolver, supervisionar e tirar partido destas novas ferramentas.

Desde que todos os engenheiros da Nvidia começaram a usar ferramentas de IA generativa, estão mais ocupados do que nunca
— Jensen Huang, CEO da Nvidia
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Porque é que as contratações de engenheiros crescem quando toda a gente fala em IA a eliminar empregos?

Model

Porque a IA não elimina o trabalho — muda o tipo de trabalho que é feito. Um assistente de programação não substitui um engenheiro; permite que um engenheiro faça mais coisas em menos tempo.

Inventor

Mas então por que é que as grandes empresas contrataram menos 25% de pessoas em geral?

Model

Porque muitos dos postos que desapareceram eram de suporte, administrativos, ou tarefas que a automação consegue fazer. Os engenheiros são diferentes — são os que constroem e supervisionam essa automação.

Inventor

O CEO da Nvidia diz que os engenheiros estão "mais ocupados do que nunca". Isso não soa a burnout?

Model

Pode soar, mas o contexto importa. Estão ocupados porque conseguem fazer mais projetos, não porque trabalham mais horas. A produtividade subiu, não a carga de trabalho bruto.

Inventor

Qual é o risco real, então?

Model

O risco é que o perfil do engenheiro muda rapidamente. Quem não se adaptar às novas ferramentas, quem não aprender a trabalhar com IA, fica para trás. Não é a profissão que desaparece — é a forma antiga de a exercer.

Inventor

As startups também estão a contratar mais engenheiros?

Model

Sim, 7% mais em 2025 do que em 2019. Isso é significativo porque as startups são onde a inovação acontece. Se estivessem a substituir engenheiros por IA, seria lá que veríamos primeiro.

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