Adolescente romeno quebra recorde de 13 anos de Cesar Cielo nos 100m livres

Adolescente romeno reescreve história da natação em 13 anos
David Popovici quebrou o recorde mundial dos 100m livres que Cesar Cielo mantinha desde 2009.

Em Roma, no mesmo Foro Itálico onde Cesar Cielo havia gravado seu nome na história em 2009, um adolescente romeno de 17 anos tocou a parede e apagou treze anos de espera. David Popovici não apenas quebrou um recorde — ele o superou sob condições mais exigentes do que as que o criaram, numa era em que os trajes tecnológicos que ajudaram Cielo já são proibidos. É o tipo de momento que lembra ao esporte que o tempo, por mais resistente que pareça, sempre encontra quem o desafie.

  • Um recorde que sobreviveu treze anos e a proibição dos trajes tecnológicos caiu em cinco centésimos de segundo nas mãos de um adolescente.
  • A semifinal já havia enviado um aviso: Popovici marcou 46s98, o quinto melhor tempo da história, antes mesmo da final decisiva.
  • O contexto histórico amplifica o feito — Cielo nadou com uniformes de alta performance hoje banidos, tornando a superação de Popovici ainda mais desconcertante para o mundo da natação.
  • Com o pódio completado por Milak e Miressi, a atenção do Campeonato Europeu se concentrou inteiramente no romeno que reescreveu os livros da modalidade.
  • Aos 17 anos, Popovici já figura entre os maiores velocistas da história da natação, com uma carreira que mal começou.

David Popovici tinha 17 anos quando entrou na piscina do Foro Itálico em Roma e tocou a parede em 46 segundos e 86 centésimos. O tempo era suficiente para apagar um recorde que havia resistido por 13 anos: o de Cesar Cielo, estabelecido em 2009 com 46s91. A diferença era de apenas cinco centésimos, mas bastou para reescrever a história da natação.

Popovici já havia dado sinais do que estava por vir. Na semifinal do Campeonato Europeu, marcou 46s98 — o quinto melhor tempo mundial até então. Na final, foi ainda mais rápido. O húngaro Kristof Milak e o italiano Alessandro Miressi completaram o pódio, mas os olhos estavam todos no adolescente romeno.

O feito ganha peso quando se considera o contexto: o recorde de Cielo foi estabelecido na era dos trajes tecnológicos de alta performance, banidos desde 2010. Esses uniformes reduziam a resistência da água e ajudavam os nadadores a flutuar melhor. Superar aquela marca sem esses recursos torna a conquista de Popovici ainda mais notável. Curiosamente, ambos os recordes nasceram no mesmo lugar — o Foro Itálico, em Roma.

Popovici surgiu para o mundo em abril de 2021, no Campeonato Europeu Júnior, e desde então não parou de crescer. Nas Olimpíadas de Tóquio, terminou em quarto nos 200 metros livres, mostrando versatilidade além dos 100 metros. Cielo, por sua vez, permanece recordista mundial nos 50 metros livres — mas o recorde dos 100 metros, carregado por mais de uma década, agora pertence a um romeno que está apenas no começo.

David Popovici tinha 17 anos quando entrou na piscina do Foro Itálico em Roma naquele sábado de agosto e fez história. O nadador romeno tocou a parede em 46 segundos e 86 centésimos, apagando um recorde que havia resistido por 13 anos. Cesar Cielo, o brasileiro que plantou sua bandeira naquele tempo em 2009, desceu para o segundo lugar. A diferença era mínima — cinco centésimos — mas suficiente para reescrever os livros.

Popovici não era um desconhecido quando chegou a Roma. Já havia se aproximado perigosamente do recorde na semifinal do Campeonato Europeu, marcando 46 segundos e 98 centésimos, o quinto melhor tempo do mundo até então. Mas na final, ele foi mais rápido ainda. O húngaro Kristof Milak e o italiano Alessandro Miressi completaram o pódio, mas a atenção estava toda no adolescente que havia acabado de reescrever a história da natação.

O contexto importa aqui. O tempo de Cielo, 46 segundos e 91 centésimos, foi estabelecido numa era diferente da natação — a era dos trajes tecnológicos de alta performance que foram banidos em 2010. Aqueles uniformes especiais ajudavam os nadadores a flutuar melhor e reduziam a resistência da água. Desde então, os recordes têm sido mais difíceis de quebrar. Que Popovici tenha conseguido não apenas igualar, mas superar aquele tempo com as restrições atuais, torna o feito ainda mais impressionante. Curiosamente, ambos os recordes foram estabelecidos no mesmo lugar — o Foro Itálico, em Roma.

Popovici emergiu para o mundo da natação em abril de 2021, durante o Campeonato Europeu Júnior. Desde então, sua trajetória tem sido de ascensão constante. Nas Olimpíadas de Tóquio, ele ficou em quarto lugar nos 200 metros livres, mostrando que sua velocidade não era limitada apenas aos 100 metros. Aos 17 anos, ele já estava sendo chamado de fenômeno das piscinas, e agora, com o recorde mundial, essa reputação estava consolidada.

Cielo, por sua vez, não desapareceu completamente do topo. O campeão olímpico brasileiro continua como recordista mundial nos 50 metros livres, uma prova ainda mais rápida e explosiva. Mas o recorde dos 100 metros, aquele que havia carregado por mais de uma década, agora pertencia a um adolescente romeno que estava apenas começando sua carreira no esporte.

Popovici é considerado um fenômeno das piscinas, tendo emergido para o mundo da natação em abril de 2021 durante o Campeonato Europeu Júnior
— Contexto da carreira de Popovici
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que esse recorde de Popovici importa tanto se Cielo tinha um traje tecnológico que já não é permitido?

Model

Porque Popovici não apenas igualou o tempo — ele foi mais rápido. Cinco centésimos podem parecer nada, mas em natação é uma eternidade. E ele fez isso sob as mesmas restrições que todos os nadadores atuais enfrentam.

Inventor

Então Popovici é realmente melhor que Cielo?

Model

Não é bem assim. São épocas diferentes. Mas o que podemos dizer é que Popovici é o nadador mais rápido que já vimos nos 100 metros livres, com as regras que temos agora.

Inventor

Ele é muito jovem ainda, não é? Aos 17 anos?

Model

Sim. Isso é o que assusta. Ele ainda está crescendo, ainda está aprendendo. Ficou em quarto em Tóquio nos 200 metros. Há muito espaço para melhorar.

Inventor

O que vem depois para ele?

Model

Provavelmente mais recordes. Mas também mais pressão. Quando você quebra um recorde aos 17 anos, o mundo inteiro quer saber o que vem a seguir.

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