Ademir Xavier retorna ao Itaú BBA como co-head de M&A

Retorna ao banco onde foi diretor-executivo entre 2011 e 2020
Ademir Xavier volta ao Itaú BBA após seis anos trabalhando em outras instituições, incluindo a Hotmart.

O retorno de Ademir Xavier ao Itaú BBA — após uma passagem pela Hotmart e anos de experiência no J.P. Morgan — ilustra como as trajetórias no mercado financeiro raramente seguem linhas retas. Ao assumir a co-liderança de M&A em julho, ao lado de Flavio de Picciotto, Xavier ocupa o espaço deixado por Ubiratan Machado, cuja saída após 25 anos encerra um ciclo e abre outro. O banco sinaliza, com essa movimentação, que aposta em continuidade e renovação simultaneamente — um equilíbrio delicado que o próprio mercado de fusões e aquisições exige.

  • A saída de Ubiratan Machado, o 'Bira', após 25 anos no Itaú BBA, deixou um vácuo de liderança em uma das áreas mais estratégicas do banco.
  • O mercado de M&A segue aquecido e competitivo, tornando urgente a recomposição do comando da área.
  • Ademir Xavier chega com credenciais sólidas — passagens pelo J.P. Morgan e pelo próprio Itaú BBA entre 2011 e 2020 — e experiência recente como CFO da Hotmart.
  • A estrutura de co-liderança com Flavio de Picciotto sugere uma aposta do banco em complementaridade, não em substituição simples.
  • Xavier traz ainda uma singularidade rara no mundo corporativo: pianista desde os 12 anos, ele chegou a tocar na turnê do Clube da Esquina de Milton Nascimento.

O Itaú BBA anuncia a chegada de Ademir Xavier como co-head de fusões e aquisições a partir de julho, preenchendo o espaço deixado por Ubiratan Machado, que encerrou uma trajetória de 25 anos na instituição em maio. Xavier não é um rosto novo para o banco: entre 2011 e 2020, atuou como diretor-executivo do banco de investimento, consolidando sua reputação em M&A. Antes disso, havia passado pelo J.P. Morgan. Sua saída em 2020 o levou à Hotmart, plataforma digital onde exerceu o papel de CFO até agora.

Na nova estrutura, Xavier dividirá o comando da área com Flavio de Picciotto, já estabelecido na posição. A escolha por uma co-liderança reflete a estratégia do banco de reforçar sua presença em um mercado de fusões e aquisições que segue dinâmico e disputado.

Machado, conhecido como Bira, deixa um legado de transações de grande porte e relacionamentos corporativos construídos ao longo de décadas — sua saída marca o fim de uma era. Já Xavier carrega uma dimensão incomum entre executivos de sua estatura: músico desde a infância, chegou a atuar como pianista na turnê do Clube da Esquina de Milton Nascimento, conexão que nasceu por meio de um amigo do pai — lembrança de que, mesmo nas carreiras mais estruturadas, são os laços humanos que abrem as portas mais inesperadas.

O Itaú BBA anunciou a contratação de Ademir Xavier para a posição de co-head de fusões e aquisições, começando em julho. Xavier, que foi diretor financeiro da Hotmart, retorna ao banco após uma ausência de seis anos, ocupando o lugar deixado por Ubiratan Machado, que se desligou da instituição em maio após duas décadas e meia de carreira ali.

A trajetória de Xavier no Itaú BBA não é nova. Entre 2011 e 2020, ele trabalhou como diretor-executivo do banco de investimento, período em que consolidou sua reputação no mercado de fusões e aquisições. Antes de sua passagem pelo Itaú BBA, acumulou experiência no J.P. Morgan, uma das principais casas de investimento do mundo. Sua saída em 2020 o levou à Hotmart, plataforma digital de conteúdo onde exerceu a função de CFO até agora.

Na estrutura que se forma agora, Xavier dividirá o comando da área com Flavio de Picciotto, que já ocupava a posição. A chegada de um co-head reflete a estratégia do banco de fortalecer sua liderança em operações de fusões e aquisições em um momento em que o mercado de M&A segue aquecido e competitivo.

Ubiratan Machado, conhecido no mercado como Bira, deixa um legado considerável. Seus 25 anos no Itaú BBA o tornaram uma figura central nas operações de fusões e aquisições da instituição, acumulando experiência em transações de grande porte e consolidando relacionamentos com clientes corporativos. Sua saída marca o fim de uma era para o banco.

Além de sua carreira no setor financeiro, Xavier possui uma dimensão menos comum entre executivos de sua estatura. Desde os 12 anos, trabalha como músico. Sua trajetória artística inclui participações como pianista na turnê Clube da Esquina, do compositor e cantor Milton Nascimento. O encontro entre Xavier e Nascimento ocorreu por intermédio de um amigo do pai do executivo, revelando como conexões pessoais podem abrir portas inesperadas mesmo em carreiras consolidadas no mercado de capitais.

Xavier conheceu Milton Nascimento por meio de um amigo de seu pai e participou como pianista na turnê Clube da Esquina
— Informação sobre trajetória artística de Ademir Xavier
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o Itaú BBA escolheu trazer Xavier de volta agora, e não contratar alguém de fora?

Model

Xavier já conhece a casa. Trabalhou lá nove anos, foi diretor-executivo. Quando você traz alguém que já navegou a cultura interna, economiza tempo de adaptação em um cargo que exige relacionamentos consolidados.

Inventor

Mas ele saiu há seis anos. O mercado não muda?

Model

Muda, claro. Mas a experiência em M&A não expira. No J.P. Morgan, no Itaú, na Hotmart — ele viu diferentes ângulos do mesmo negócio. A Hotmart o colocou em contato com empresas em crescimento, startups, modelos digitais. Isso é valioso para um banco de investimento.

Inventor

E Ubiratan Machado? Vinte e cinco anos é muito tempo. Como se sai de um lugar assim?

Model

Depois de tanto tempo, você se torna parte da instituição. Sua saída é sempre um vazio. Mas também é natural — pessoas chegam a um ponto onde querem tentar algo diferente, ou simplesmente descansam.

Inventor

Há algo inusitado em um executivo de M&A ser pianista profissional?

Model

Não é comum, mas faz sentido. Ambas as atividades exigem precisão, timing, compreensão de estrutura. Um pianista que toca Milton Nascimento entende harmonia complexa. Não é tão distante de montar uma operação de fusão.

Inventor

Então Xavier é uma escolha segura?

Model

É uma escolha informada. O banco sabe quem ele é, o que faz, como trabalha. Dividir o comando com Picciotto também distribui o risco. Não é tudo nas mãos de uma pessoa.

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