Por quatro milhões de anos, enquanto o cérebro humano triplicava de tamanho, algo além da carne sustentava essa transformação silenciosa. Um novo estudo publicado na revista Science, liderado pela cientista Jennie Brand-Miller, propõe que frutas, mel e açúcares naturais foram tão decisivos quanto a proteína animal para o crescimento cerebral dos hominídeos — preenchendo uma lacuna energética que a carne, sozinha, jamais poderia suprir. É um convite a rever a narrativa que colocamos no centro da nossa origem: talvez tenhamos sido feitos tanto de doçura quanto de caça.