O que uma criança come nos seus primeiros dois anos de vida pode deixar marcas silenciosas que só se revelam décadas depois. Pesquisadores britânicos, aproveitando o racionamento de açúcar do pós-guerra no Reino Unido, encontraram evidências de que menor exposição ao açúcar na primeira infância está associada a risco significativamente menor de demência na velhice — e, quando a doença chega, chega mais tarde. O estudo convida a uma reflexão antiga: os cuidados que oferecemos ao início da vida são, talvez, os mais duradouros presentes que podemos dar.