O que uma criança come nos seus primeiros dias de vida pode ecoar décadas depois, moldando silenciosamente a saúde do cérebro que ela carregará para a velhice. Um estudo publicado na revista Neurology aproveitou o fim do racionamento de açúcar no Reino Unido, em 1953, como um experimento natural único, acompanhando quase 65 mil pessoas ao longo da vida para revelar que aquelas criadas com menos açúcar nos primeiros mil dias desenvolveram demência com até 23% menos frequência e com atraso de quase três anos. A descoberta não é apenas científica — é um lembrete de que as escolhas feitas nos come