SpaceX dispara 19% na estreia e ultrapassa Tesla em valor de mercado

O mercado descobriu que queria pagar bem mais do que o preço inicial
Ações da SpaceX subiram 19% no primeiro dia de negociação, revelando apetite dos investidores por um prêmio sobre a avaliação de oferta.

Na última quinta-feira, a SpaceX de Elon Musk entrou para a história ao concluir o maior IPO do mercado americano, captando US$ 75 bilhões e sendo recebida com uma alta de 19% já no primeiro pregão. O evento não é apenas um marco financeiro — é a formalização pública de uma aposta civilizatória: a de que conectividade por satélite e inteligência artificial no espaço serão pilares da próxima era econômica. Com valor de mercado superior a US$ 2,1 trilhões, a empresa agora carrega o peso de uma promessa que o mundo inteiro decidiu precificar.

  • A SpaceX vendeu 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada, arrecadando US$ 75 bilhões em uma única noite — um número que reescreve os recordes do mercado americano.
  • No primeiro dia de negociações, os papéis dispararam 19%, chegando perto de US$ 164 em determinado momento, sinalizando que a demanda superou em muito a oferta colocada.
  • A empresa ultrapassou a Tesla em valor de mercado e se tornou a sétima companhia mais valiosa dos Estados Unidos em questão de horas.
  • O capital captado será direcionado para expandir a Starlink a 100 mil satélites e construir infraestrutura de inteligência artificial no espaço — apostas que o mercado já está precificando como certas.
  • O verdadeiro teste começa agora: entregar a execução que justifica uma avaliação de US$ 2,1 trilhões, ou enfrentar um mercado muito menos generoso.

Na quinta-feira à noite, a SpaceX concluiu o maior IPO da história americana, vendendo 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada e arrecadando US$ 75 bilhões. A empresa chegou ao mercado avaliada em US$ 1,77 trilhão — mas o mercado quis mais. No primeiro pregão, sob o código SPCX, as ações subiram 19%, fechando próximo a US$ 161 e elevando o valor de mercado da companhia para além de US$ 2,1 trilhões.

O interesse dos investidores reflete a natureza singular da SpaceX. Nascida como fabricante de foguetes reutilizáveis, a empresa evoluiu para algo mais difícil de classificar: parte tecnologia, parte infraestrutura, parte defesa, parte inteligência artificial. Sua divisão Starlink é hoje o principal motor de receita, atendendo milhões de clientes ao redor do mundo com internet via satélite. Paralelamente, a companhia é parceira estratégica do governo americano, responsável pela maioria dos lançamentos de segurança nacional em 2025 e por todas as missões tripuladas da NASA à Estação Espacial Internacional.

Em transmissão promovida pelo JPMorgan antes da estreia, Musk destacou que a SpaceX gera caixa positivo desde 2015. Os US$ 75 bilhões captados não são um salva-vidas — são combustível para uma nova fase: ampliar a Starlink para mais de 100 mil satélites e desenvolver infraestrutura de IA no espaço. Ao pagar um prêmio de 19% já no primeiro dia, o mercado sinalizou que acredita nessa trajetória. O que vem a seguir é a execução — e ela dirá se US$ 2,1 trilhões foi um ponto de partida ou um teto.

Na quinta-feira à noite, a SpaceX completou o maior lançamento de capital da história do mercado americano. A empresa de Elon Musk vendeu 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada, arrecadando US$ 75 bilhões e chegando ao mercado com uma avaliação inicial de US$ 1,77 trilhão. Poucas horas depois, quando as ações começaram a ser negociadas sob o código SPCX, o mercado revelou sua sede por mais. Os papéis dispararam 19% no primeiro dia, fechando próximo a US$ 161, elevando o valor de mercado da companhia para além de US$ 2,1 trilhões.

O salto foi imediato e expressivo. Investidores, que já haviam demonstrado apetite robusto durante o processo de colocação, continuaram comprando com entusiasmo quando as negociações abriram. A cotação próxima a US$ 164 em determinado momento do pregão sugeria que o mercado estava disposto a pagar um prêmio substancial pela oportunidade de participar do negócio. A SpaceX, que começou a semana como a oitava empresa mais valiosa dos Estados Unidos, terminou-a como a sétima, ultrapassando a Tesla — a outra grande aposta de Musk no setor de tecnologia e energia.

O interesse dos investidores não é acidental. A SpaceX nasceu como fabricante de foguetes reutilizáveis, mas evoluiu para algo mais complexo e multifacetado. Hoje, ela é vista simultaneamente como uma empresa de tecnologia, infraestrutura, defesa e inteligência artificial. Essa multiplicidade de dimensões explica parte do apetite do mercado. A Starlink, divisão de internet por satélite da companhia, é atualmente seu principal gerador de receita. Ela opera milhares de satélites em órbita baixa e já atende milhões de clientes espalhados pelo mundo. Mas há mais: a SpaceX ocupa uma posição estratégica para o governo americano. Segundo documentos da oferta, ela foi responsável pela maior parte dos lançamentos espaciais de segurança nacional dos Estados Unidos em 2025 e realizou todas as missões tripuladas e de carga da NASA para a Estação Espacial Internacional.

Musk, em uma transmissão promovida pelo JPMorgan antes da estreia, reforçou a solidez financeira da operação. A SpaceX gera caixa positivo desde 2015, afirmou ele, e os US$ 75 bilhões captados serão direcionados para uma nova fase de expansão. Os planos são ambiciosos: ampliar a rede Starlink para mais de 100 mil satélites e desenvolver infraestrutura voltada para inteligência artificial no espaço. Esses objetivos explicam por que o mercado está disposto a pagar tanto. Não se trata apenas de uma empresa que já funciona e gera lucro — trata-se de um veículo para apostas futuras em dois dos setores mais quentes da economia global: conectividade por satélite e inteligência artificial.

O que aconteceu na quinta-feira e sexta-feira foi menos uma oferta inicial de ações e mais uma validação de mercado de uma visão de futuro. A SpaceX não precisava do dinheiro para sobreviver. Precisava dele para crescer em escala. E o mercado, ao pagar um prêmio de 19% no primeiro dia, sinalizou que acredita nessa trajetória. O que vem a seguir é a execução — se a companhia conseguir entregar os satélites, expandir a Starlink e construir a infraestrutura de IA que promete, o valor de US$ 2,1 trilhões pode parecer conservador. Se não conseguir, o mercado será menos generoso.

A SpaceX gera caixa positivo desde 2015 e os recursos captados serão usados para financiar uma nova fase de expansão
— Elon Musk, em transmissão do JPMorgan
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que o mercado pagou 19% a mais nas primeiras horas, se o preço já havia sido definido em US$ 135?

Model

Porque o preço de oferta é apenas um piso. Quando as ações começam a ser negociadas livremente, o mercado descobre o verdadeiro valor que está disposto a pagar. Neste caso, descobriu que queria pagar bem mais.

Inventor

A SpaceX já era lucrativa antes dessa oferta. Por que precisava de US$ 75 bilhões?

Model

Não era uma questão de sobrevivência, mas de escala. Musk quer expandir a Starlink para 100 mil satélites e construir infraestrutura de IA no espaço. Esses projetos exigem capital que a empresa não tinha acumulado.

Inventor

O que torna a SpaceX tão diferente de outras empresas de tecnologia?

Model

Ela não é apenas tecnologia. É tecnologia, infraestrutura, defesa e IA ao mesmo tempo. A Starlink já gera receita real com milhões de clientes. E a companhia é praticamente o braço espacial do governo americano.

Inventor

Isso significa que o governo americano tem interesse em que a SpaceX prospere?

Model

Exatamente. A SpaceX realizou todas as missões tripuladas e de carga da NASA em 2025 e a maior parte dos lançamentos de segurança nacional. Há uma simbiose clara.

Inventor

O preço pode cair depois disso?

Model

Pode. Tudo depende da execução. Se a companhia entregar os satélites e expandir como promete, US$ 2,1 trilhões pode parecer barato. Se não entregar, o mercado será menos generoso.

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