Há anos, a JBS e a Pilgrim's Pride orbitam uma ao redor da outra numa dança incompleta de controle e autonomia. Na quarta-feira, a controladora brasileira — que já detém 82% da produtora avícola americana — apresentou uma nova proposta de aquisição, desta vez via troca de ações em vez de dinheiro, acendendo nos mercados a esperança de que uma fusão longa e frustrada possa finalmente se consumar. As ações da Pilgrim's Pride responderam com um salto de 13,7%, o maior em cinco anos, como se o mercado reconhecesse que, desta vez, algo essencial havia mudado na natureza da oferta.