Há 12 mil anos, numa gruta da Calábria, uma mãe e uma filha foram enterradas abraçadas — mas durante décadas a ciência as leu como um casal heterossexual. A análise de ADN antigo, conduzida por uma equipa da Universidade de Coimbra, corrigiu essa interpretação e revelou ainda que a filha carregava uma mutação genética rara que persiste em famílias humanas até hoje. O abraço não mudou; mudou apenas — e profundamente — o que ele significa.
Abraço de 12 mil anos era de mãe e filha, não casal, revela análise genética
A jovem com displasia acromesomélica viveu até ao final da adolescência numa comunidade de caçadores-recoletores, recebendo aparentemente cuidados e apoio do grupo.