Prémio de Inovação Tecnológica Engenheiro Jaime Filipe abre candidaturas para soluções inclusivas

Iniciativa visa melhorar a autonomia e reduzir barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência através de soluções tecnológicas práticas.
A inovação pode estar ao serviço de necessidades muito concretas
O Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência sublinha o propósito do prémio em trazer visibilidade a soluções que transformam o quotidiano.

Há uma forma de inovação que não procura os holofotes, mas que transforma silenciosamente o quotidiano de quem enfrenta barreiras invisíveis para a maioria. O Prémio de Inovação Tecnológica Engenheiro Jaime Filipe, promovido pelo Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência, abre a sua edição de 2026 com candidaturas até 31 de agosto, convidando investigadores, empresas e criadores independentes a trazer a público soluções que ampliem a autonomia e reduzam os obstáculos do dia a dia de pessoas com deficiência. É um convite à visibilidade do que costuma permanecer na sombra.

  • Pessoas com deficiência continuam a enfrentar barreiras práticas no quotidiano que a maioria da população nunca chega a percecionar — e a tecnologia capaz de as reduzir existe muitas vezes sem reconhecimento.
  • O prémio responde a essa invisibilidade ao criar um espaço formal de valorização, abrindo candidaturas a qualquer tipo de solução — digital, física, académica ou independente — sem molde único.
  • O projeto vencedor recebe sete mil euros com o apoio do Grupo Os Mosqueteiros, e as menções honrosas valem mil e quinhentos euros cada, acompanhadas de uma peça artística criada pelo CEARTE.
  • As candidaturas decorrem entre 29 de maio e 31 de agosto de 2026, através de formulário online acessível a investigadores, empresas, instituições e criadores independentes.
  • O Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência posiciona a iniciativa não como um reconhecimento pontual, mas como um esforço contínuo para mudar a narrativa sobre o que a inovação pode ser quando serve verdadeiramente as pessoas.

Há projetos que transformam vidas sem nunca chegarem às manchetes. É precisamente esse espaço que o Prémio de Inovação Tecnológica Engenheiro Jaime Filipe ocupa, com a sua edição de 2026 já em curso. Promovida pelo Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência, a iniciativa procura identificar soluções tecnológicas com impacto real na vida de pessoas com deficiência — ferramentas que reduzam barreiras concretas e ampliem a autonomia de quem as enfrenta diariamente.

A amplitude do concurso é um dos seus traços mais distintivos. Não existe um perfil único de candidato nem um tipo de solução preferido: desde aplicações digitais a dispositivos físicos, desde investigação académica a projetos de empreendedores independentes, o que importa é o potencial de fazer diferença. O Instituto quer que essa pluralidade esteja refletida nas propostas recebidas.

O projeto vencedor receberá sete mil euros, com o envolvimento do Grupo Os Mosqueteiros como parceiro. Existem ainda menções honrosas de mil e quinhentos euros cada, e todos os projetos distinguidos recebem uma peça artística criada pelo CEARTE, tornando o reconhecimento algo tangível e duradouro.

As candidaturas, abertas desde 29 de maio, prolongam-se até 31 de agosto de 2026, através de um formulário online sem restrições quanto ao tipo de solução ou ao perfil de quem a desenvolve. Para o Instituto, trata-se de um esforço deliberado e continuado para dar visibilidade ao que a inovação pode ser quando está verdadeiramente ao serviço das pessoas.

Há projetos que nascem longe das câmaras e dos palcos mediáticos, mas que quando encontram o seu caminho podem transformar a forma como alguém vive o dia a dia. É neste espaço que o Prémio de Inovação Tecnológica Engenheiro Jaime Filipe volta a estabelecer-se, com a sua edição de 2026 já em marcha. A iniciativa, promovida pelo Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência, procura identificar e valorizar soluções tecnológicas que tenham aplicação real na vida de pessoas com deficiência — ferramentas que reduzam barreiras, que ampliem autonomia, que resolvam problemas concretos que a maioria de nós nunca terá de enfrentar.

O que torna este prémio relevante é precisamente a sua amplitude. As soluções a concurso podem ser tão diversas quanto os desafios que as pessoas com deficiência enfrentam quotidianamente. Não há um molde único. O Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência quer ver essa pluralidade refletida nas candidaturas — desde aplicações digitais até dispositivos físicos, desde investigação académica até criações de empreendedores independentes. A ideia é simples mas poderosa: trazer para o espaço público aquilo que muitas vezes permanece invisível, mostrando que a inovação pode estar ao serviço de necessidades muito concretas e urgentes.

O modelo da competição mantém-se estável. O projeto vencedor receberá um apoio financeiro de sete mil euros, atribuído com o envolvimento do Grupo Os Mosqueteiros, que funciona como parceiro da iniciativa. Para além do prémio principal, existem menções honrosas no valor de mil e quinhentos euros cada uma. Há ainda um elemento simbólico importante: uma peça criada pelo CEARTE — Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património — que acompanha os projetos distinguidos, transformando o reconhecimento numa coisa tangível e duradoura.

O que o Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência tem sublinhado é que este não é apenas um reconhecimento pontual. Trata-se de um esforço deliberado para dar visibilidade a soluções que, apesar do impacto potencial que podem ter na redução de barreiras, permanecem frequentemente fora do alcance dos holofotes mediáticos. A aposta passa por trazer essas propostas para o espaço público, criando uma narrativa diferente sobre o que a inovação pode ser quando está verdadeiramente ao serviço das pessoas.

As candidaturas abriram a 29 de maio e prolongam-se até 31 de agosto de 2026. O processo é simples: um formulário online que está aberto a investigadores, empresas, instituições ou criadores independentes que trabalhem em projetos com aplicação prática na área da deficiência. Não há restrições quanto ao tipo de solução ou ao perfil de quem a desenvolve. O que importa é que o projeto tenha potencial para fazer diferença na vida de alguém.

O instituto tem sublinhado a importância de dar visibilidade a soluções que muitas vezes permanecem fora do alcance mediático, apesar do impacto que podem ter na redução de barreiras.
— Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência
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Inventor

Porque é que um prémio como este importa? Há muita inovação tecnológica a acontecer — porque é que esta em particular merecia atenção?

Model

Porque a maioria da inovação que vemos nos noticiários é dirigida ao mercado de massa. Este prémio procura aquilo que fica nos cantos — soluções que podem ser transformadoras para uma pessoa mas que nunca vão ter o alcance de um smartphone. E essas soluções precisam de visibilidade para existirem.

Inventor

Mas sete mil euros é muito dinheiro para um projeto, ou é pouco?

Model

É o suficiente para validar uma ideia, para a levar um passo mais longe. Não é para financiar uma empresa inteira, é para reconhecer que algo tem valor e merece ser desenvolvido. O dinheiro é importante, mas o reconhecimento público talvez seja ainda mais.

Inventor

Quem é que normalmente concorre a isto?

Model

Desde investigadores em universidades até pessoas que desenvolvem soluções no seu garagem. Empresas sociais, instituições que trabalham com pessoas com deficiência. A diversidade de candidatos é parte do ponto — não há um perfil único de inovador.

Inventor

E depois de ganhar? O que muda para um projeto?

Model

Ganha visibilidade, credibilidade, e um impulso financeiro. Mas também fica associado a uma instituição que trabalha nesta área há anos. Isso abre portas — a potenciais parceiros, a financiadores, a pessoas que podem levar a ideia mais longe.

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