É o objeto que se adapta ao utilizador, não o contrário
Há objetos que, ao mudarem de forma, mudam também a nossa maneira de habitar o espaço. A cadeira PS 2026, desenhada por Henrik Preutz para a Ikea, não impõe uma postura — oferece várias, convidando o utilizador a sentar-se como quiser, quando quiser. Por 70 euros, esta peça verde e acolchoada, nascida no laboratório experimental da coleção IKEA PS, propõe algo raro no design doméstico: que o objeto sirva a pessoa, e não o contrário.
- O design convencional de cadeiras pressupõe um único modo de uso — a PS 2026 rompe com essa premissa ao permitir múltiplas posições, da mais formal à mais relaxada.
- A versatilidade não sacrifica o conforto: assento e encosto acolchoados funcionam bem em qualquer orientação, incluindo quando a cadeira é usada ao contrário.
- As capas removíveis e laváveis à máquina respondem à realidade do uso doméstico quotidiano, tornando a proposta experimental também pragmática.
- Com um preço de €70, a cadeira democratiza o acesso a mobiliário adaptável, desafiando a ideia de que flexibilidade de design é um luxo.
- A peça sinaliza uma tendência crescente: mobiliário que acompanha estilos de vida fluidos, onde trabalho, refeição e descanso acontecem nos mesmos espaços e, agora, nas mesmas cadeiras.
A Ikea apresentou uma cadeira que questiona o próprio conceito de sentar. Desenhada por Henrik Preutz para a coleção IKEA PS 2026 — o braço experimental da marca sueca, onde nascem as ideias mais provocadoras —, a peça verde e acolchoada não exige que o utilizador se adapte a ela. É ela que se adapta.
O princípio é simples: a cadeira pode ser usada virada para a frente, como qualquer cadeira convencional, mas também ao contrário, com o encosto a funcionar como apoio para os braços, ou ainda inclinada para uma postura mais relaxada. A mesma peça serve uma refeição rápida, uma sessão de trabalho ou um momento de descanso sem cerimónias.
O conforto acompanha a versatilidade. O acolchoamento no assento e no encosto mantém o apoio independentemente da posição escolhida — um detalhe que revela atenção genuína à experiência do utilizador. As capas são removíveis e laváveis à máquina, uma solução sensata para o caos inevitável do dia a dia. O preço, 70 euros, torna a proposta acessível.
Mais do que um objeto bonito, a cadeira PS 2026 é uma provocação silenciosa contra a rigidez do mobiliário doméstico. Num tempo em que as fronteiras entre trabalhar, comer e descansar se dissolvem, uma cadeira que não impõe regras sobre como deve ser usada começa a fazer todo o sentido.
A Ikea apresentou recentemente uma cadeira que desafia a ideia mais básica do que é uma cadeira: um objeto com um único propósito, uma única forma de estar. Desenhada por Henrik Preutz para a coleção IKEA PS 2026, esta peça verde e irreverente promete mudar a forma como nos sentamos nos próximos anos.
A coleção IKEA PS funciona há anos como um laboratório de design dentro da empresa sueca. É aqui que nascem as ideias mais experimentais, as propostas que questionam as convenções enraizadas do mobiliário doméstico. Este ano, entre vários artigos criados em parceria com designers reconhecidos, a cadeira de Preutz destaca-se pela sua abordagem radicalmente flexível.
O conceito é simples mas transformador: em vez de forçar o utilizador a adaptar-se ao objeto, é o objeto que se adapta ao utilizador. Pode-se sentar virado para a frente, como numa cadeira convencional. Pode-se virar a cadeira ao contrário e usar o encosto como apoio para os braços. Pode-se inclinar, mudar de posição, adotar uma postura mais relaxada. A mesma peça acompanha uma refeição rápida, uma conversa informal, uma sessão de trabalho ou um momento de descontração.
O conforto não foi negligenciado nesta versatilidade. O assento e o encosto são acolchoados, oferecendo apoio independentemente de como a cadeira é utilizada. Quando alguém se senta de costas, o encosto transforma-se num apoio confortável para os braços. É um detalhe que revela pensamento cuidadoso sobre a experiência real do utilizador.
A praticidade também tem lugar no design. As capas do assento e do encosto são removíveis e podem ser lavadas na máquina, uma consideração sensata para quem vive com migalhas, derrames de líquidos ou acidentes inevitáveis do dia a dia. A cadeira está disponível por 70 euros, um preço que a torna acessível enquanto proposta experimental.
O que torna esta cadeira particularmente interessante é o que ela sugere sobre o futuro do mobiliário doméstico. Não é apenas um objeto bonito ou funcional. É uma provocação silenciosa contra a rigidez, um convite para sermos menos formais, menos presos a regras sobre como as coisas devem ser usadas. Num mundo onde a forma como trabalhamos, comemos e descansamos está em constante mudança, uma cadeira que se adapta em vez de exigir adaptação começa a fazer muito sentido.
Citas Notables
Em vez de obrigar o utilizador a adaptar-se ao objeto, é o objeto que se adapta ao utilizador— Conceito central do design de Henrik Preutz
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Porque é que uma cadeira precisa de ser tão versátil? Não é mais simples ter uma cadeira para cada situação?
Porque a vida real não é tão organizada. Trabalhamos, comemos, conversamos, descansamos — muitas vezes no mesmo espaço, na mesma hora. Uma cadeira que muda connosco economiza espaço e dinheiro, mas mais importante, reconhece que a forma como nos sentamos não é rígida.
E o conforto? Não fica comprometido quando se tenta fazer tudo?
Não, porque o design começou pelo conforto. O acolchoamento funciona em qualquer posição. Quando te sentes de costas, o encosto vira-se num apoio para os braços. Não é um compromisso — é pensamento cuidadoso.
Quem é que realmente vai virar a cadeira ao contrário?
Mais gente do que pensa. Uma pessoa que trabalha de manhã, almoça ao meio-dia e descansa à noite — cada situação pede uma postura diferente. A cadeira permite isso sem drama.
E as capas removíveis — isso não é apenas marketing?
Não. Se vives com crianças, animais ou apenas com a realidade de derrames, as capas laváveis são a diferença entre uma cadeira que dura anos e uma que fica manchada em meses.
Qual é o verdadeiro impacto disto?
Sugere que o mobiliário pode ser menos dogmático. Que os objetos podem servir-nos em vez de nos forçarem a servir a eles. É uma mudança pequena, mas em 70 euros, é uma mudança acessível.