85% dos maiores de 80 anos já receberam primeira dose da vacina Covid-19

85% dos maiores de 80 anos já tinha recebido a primeira dose
O grupo etário mais vulnerável liderava a campanha de vacinação portuguesa em abril de 2021.

No início de abril de 2021, Portugal atravessava um momento de transição silenciosa: mais de meio milhão de cidadãos tinham concluído o ciclo de vacinação contra a Covid-19, enquanto os mais velhos — os mais vulneráveis — lideravam esse caminho com uma cobertura que se aproximava da totalidade. Era o sinal de que a primeira linha de proteção estava a ser erguida, ainda que a maioria da população aguardasse a sua vez com paciência e esperança.

  • Portugal ultrapassou 579 mil pessoas completamente vacinadas, atingindo 6% da população — um marco simbólico numa corrida contra o tempo.
  • Os idosos com mais de 80 anos emergem como o grupo mais protegido, com 85% já com a primeira dose e 44% com vacinação completa.
  • Os grupos mais jovens ficam claramente para trás: apenas 7% dos adultos entre os 25 e os 49 anos tinham recebido a primeira dose, e os menores de 17 anos eram quase invisíveis nos dados.
  • O ritmo acelerou na semana anterior ao relatório, com mais de 135 mil primeiras doses administradas em sete dias, sinalizando uma curva ascendente.
  • O coordenador da task force projetava que a primeira fase da campanha estaria concluída até 11 de abril, com 94% dos maiores de 80 anos vacinados até ao fim daquela semana.

No início de abril de 2021, Portugal ultrapassou um marco relevante na sua campanha de vacinação: mais de 579 mil pessoas tinham completado o ciclo de duas doses contra a Covid-19, representando 6% da população. Ao todo, 1,3 milhões de portugueses tinham recebido pelo menos uma dose — 12% do país.

O grupo com mais de 80 anos liderava de forma clara. Oitenta e cinco por cento destes idosos já tinham recebido a primeira dose, e 44% estavam completamente imunizados. Os restantes grupos etários apresentavam progressões muito mais modestas: 15% entre os 65 e os 79 anos, 12% na faixa dos 50 aos 64, e apenas 3% entre os jovens adultos de 18 a 24 anos.

Geograficamente, o Alentejo e o Centro destacavam-se com 17% de cobertura em primeira dose, mas em números absolutos era o Norte que liderava, com mais de 626 mil doses administradas. O ritmo de vacinação tinha acelerado na semana anterior, com mais de 135 mil primeiras doses aplicadas em sete dias.

O coordenador da task force apresentou previsões otimistas: esperava-se que 94% dos maiores de 80 anos estivessem vacinados com pelo menos uma dose até ao fim daquela semana, e que a primeira fase da campanha ficasse concluída a 11 de abril. O país tinha ultrapassado os dois milhões de doses recebidas, e a curva de cobertura vacinal prometia acelerar nas semanas seguintes.

No início de abril de 2021, Portugal tinha ultrapassado um marco significativo na sua campanha de vacinação contra a Covid-19. Segundo o relatório divulgado pela Direção-Geral de Saúde, mais de 579 mil portugueses já tinham completado o ciclo de vacinação — isto é, recebido as duas doses — o que representava 6% de toda a população do país. Ao mesmo tempo, 1,334.338 pessoas tinham recebido pelo menos uma dose, totalizando 12% da população.

O grupo etário mais avançado liderava claramente o processo. Entre as pessoas com 80 ou mais anos, 85% já tinha recebido a primeira dose da vacina, enquanto 44% já estava completamente imunizado. Em números absolutos, isto significava que 576.599 idosos tinham iniciado a vacinação e 298.862 a tinham concluído. Esta era, de longe, a faixa etária com as taxas mais elevadas de cobertura vacinal.

Os restantes grupos etários apresentavam progressões mais modestas. Entre os 65 e os 79 anos, 15% tinha recebido a primeira dose. Na faixa dos 50 aos 64 anos, essa percentagem descia para 12%. Pessoas entre os 25 e os 49 anos representavam apenas 7% dos vacinados com primeira dose, enquanto o grupo dos 18 aos 24 anos ficava pelos 3%. Crianças e adolescentes até aos 17 anos eram praticamente inexistentes nos números — apenas 274 pessoas tinham sido vacinadas.

Na semana anterior ao relatório, o ritmo de administração tinha acelerado. Foram aplicadas 135.736 primeiras doses e 83.652 segundas doses em apenas sete dias. O país tinha já recebido mais de 2,3 milhões de doses de vacina, das quais 1,996.561 tinham sido distribuídas aos centros de vacinação.

Geograficamente, o quadro era desigual. O Alentejo e o Centro eram as regiões com maior percentagem de população vacinada em relação ao seu tamanho — ambas com 17% de cobertura em primeira dose. Porém, em termos absolutos, o Norte continuava a liderar com 626.873 doses administradas, seguido por Lisboa e Vale do Tejo com 605.758. O Algarve tinha aplicado 71.744 doses, enquanto as regiões autónomas — Açores com 30.011 e Madeira com 48.501 — ficavam bastante atrás.

O coordenador da task force de vacinação tinha apresentado previsões otimistas numa audição parlamentar dias antes. Se tudo corresse conforme planeado, esperava-se que até ao final daquela semana 94% dos maiores de 80 anos tivesse recebido pelo menos uma dose, e que 77% das pessoas entre os 50 e os 80 anos com comorbilidades tipo 2 estivesse na mesma situação. A primeira fase da campanha de vacinação deveria estar concluída até 11 de abril, segundo as projeções apresentadas.

Este relatório capturava um momento de transição na resposta portuguesa à pandemia. A vacinação dos grupos mais vulneráveis estava bem encaminhada, mas a população mais jovem ainda aguardava a sua vez. O país tinha ultrapassado a barreira dos dois milhões de doses recebidas e o ritmo de administração estava a acelerar, sugerindo que as próximas semanas traçariam uma curva de cobertura vacinal significativamente mais acentuada.

Esperava-se que até ao final da semana 94% dos maiores de 80 anos tivesse recebido pelo menos uma dose, se tudo corresse bem
— Coordenador da task force de vacinação, em audição parlamentar
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Porque é que o grupo dos maiores de 80 anos estava tão à frente dos outros na vacinação?

Model

Porque foram priorizados. Eram o grupo de risco mais elevado — maior mortalidade, maior pressão nos hospitais. A estratégia foi proteger primeiro quem tinha mais a perder.

Inventor

E os números — 85% com primeira dose, 44% com as duas — isso era considerado bom progresso naquela altura?

Model

Era excelente. Estávamos em abril de 2021, apenas alguns meses depois do início da campanha. Ter quase toda a população idosa com pelo menos uma dose era um sinal de que o sistema estava a funcionar, que a logística estava a ganhar ritmo.

Inventor

Mas havia diferenças regionais significativas, certo?

Model

Sim. O Alentejo e o Centro tinham as melhores percentagens, mas o Norte tinha os números absolutos maiores — mais pessoas vacinadas em termos reais. Isto refletia a distribuição da população, mas também talvez diferenças na capacidade de cada região.

Inventor

O que é que aquelas previsões do coordenador da task force nos dizem?

Model

Que havia confiança de que o ritmo ia manter-se ou acelerar. Esperavam chegar aos 94% dos idosos com primeira dose em poucos dias. Era ambicioso, mas parecia alcançável com base no que estava a acontecer.

Inventor

E as crianças — 274 vacinadas até aos 17 anos. Isso era esperado?

Model

Completamente. As crianças não eram prioridade naquela fase. A vacina ainda estava a ser testada em grupos mais jovens. Elas viriam depois, quando houvesse mais dados de segurança.

Contact Us FAQ